Marcelo deve voltar nesta semana a dar expediente no Paço Municipal após férias de 10 dias no Sul

O vice-prefeito não foi prestigiado mais uma vez com o exercício interino da chefia do Executivo que só se tornaria uma imposição ilegal, caso o prefeito se ausentasse da cidade por mais de 15 dias.

Prefeito Marcelo Ascoli - Foto: Marcos Tomé/Região News

O prefeito de Sidrolândia, Marcelo Ascoli, voltará a dar expediente nesta semana no Paço Municipal após uma curta temporada de 10 dias de férias no Sul do País, em companhia da primeira-dama, Ana Lídia Ascoli. Neste período em que o prefeito ficou fora da cidade, que não teve divulgação oficial, o dia-a-dia do Governo foi tocado pelos secretários mais próximos de Ascoli, entre eles, Áquis Júnior Soares, de Planejamento, Administração e Finanças e Clayton Ortega, de Governo, que assumiu o protagonismo das decisões.

O vice-prefeito não foi prestigiado mais uma vez com o exercício interino da chefia do Executivo que só se tornaria uma imposição ilegal, caso o prefeito se ausentasse da cidade por mais de 15 dias. Pelo visto Ascoli não vai colocar em prática o prometido protagonismo administrativo do vice, que em 15 meses se traduziu em registros fotográficos de agendas midiáticas, além de uma sala vizinha ao gabinete do prefeito.

O PMDB, partido do vice e detentor da maior bancada aliada no Legislativo, pouco interfere nas definições do Governo, apesar de comandar três Secretarias (Obras, Saúde e Desenvolvimento Econômico), mas nenhum dos secretários desfruta de autonomia para tocarem suas respectivas pastas. Nos bastidores, a posição é vista por alguns como ocupantes de posições decorativas.

Um episódio recente tornou evidente que os secretários peemedebistas têm pouco (ou quase nenhum) controle das suas pastas. Antes de sair de férias, o prefeito exonerou o chefe da Divisão de Apoio e Manutenção da Secretaria de Infraestrutura, Ambrósio Pagani, porque flagrou uma equipe da Prefeitura limpando um terreno particular na Rua Santa Catarina. Promoveu a exoneração sem levar em conta o fato de o servidor estar cumprindo ordens do secretário Nilo Cervo, mantido à margem da decisão.

Este tratamento de segunda classe dado ao principal partido aliado, com chances de fazer o próximo governador, pode comprometer o projeto de reeleição do prefeito que se mantém distante da principal liderança do PMDB na cidade, o ex-prefeito Daltro Fiuza, presidente do diretório municipal e com influência para determinar os rumos do partido na disputa de 2020.