Celulose, carne bovina e minério de ferro puxam para cima exportação industrial de MS

Graças a esses produtos, a receita das vendas do setor industrial para o exterior apresentou avanço de 2% em janeiro de 2018 na comparação com o mesmo mês de 2017, saltando de US$ 261,4 milhões para US$ 265,8 milhões.

- Foto: Divulgação/Fiems

A celulose, com aumento de 33%, as carnes bovinas desossadas congeladas, com alta de 29%, e os minérios de ferro e seus concentrados, com crescimento de 81%, foram os principais responsáveis pelo bom desempenho das exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.

Graças a esses produtos, a receita das vendas do setor industrial para o exterior apresentou avanço de 2% em janeiro de 2018 na comparação com o mesmo mês de 2017, saltando de US$ 261,4 milhões para US$ 265,8 milhões. “Além disso, no mês de janeiro, a participação relativa da indústria respondeu por 81% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, um percentual considerável para o setor”, analisou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Principais grupos

No caso do grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado foi de US$ 131,3 milhões, crescimento de 33% comparado com janeiro de 2017, dos quais 98% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 128,9 milhões). Os principais compradores foram a China, com US$ 66,8 milhões, a Itália, com US$ 16,1 milhões, a Holanda, com US$ 11 milhões, os Estados Unidos, com US$ 9,1 milhões, e a Coreia do Sul, com US$ 6,3 milhões.

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida em janeiro deste ano foi de US$ 82,6 milhões, uma elevação de 11% na relação com janeiro do ano passado, sendo que 39% do total alcançado são oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 32,2 milhões. Para esse grupo, os principais compradores foram Hong Kong, com US$ 18,8 milhões, o Chile, com US$ 10,8 milhões, o Irã, com US$ 8,2 milhões, a Arábia Saudita, com US$ 6,5 milhões, e a China, com US$ 4,8 milhões.

O grupo “Extrativo Mineral” aparece em terceiro com melhor desempenho com uma receita de US$ 19 milhões, aumento de 21% comparado com janeiro do ano passado, sendo que 81,6% desse montante foi alcançado pelos minérios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 12,1 milhões. Nesse grupo, os principais compradores foram Uruguai, com US$ 8,5 milhões, Argentina, com US$ 7,9 milhões, Chile, com US$ 1,2 milhão, e Emirados Árabes Unidos, com US$ 1 milhão.

Outros grupos

Os outros grupos que também apresentaram crescimento em janeiro deste ano na comparação com o do ano passado foram “Couros e Peles” e “Óleos Vegetais”, que tiveram altas de 33% e 249%, respectivamente. O grupo “Couros e Peles” teve receita de US$ 8,4 milhões e os principais produtos foram outros couros e peles não divididos de bovinos, com US$ 4,6 milhões, outros couros e peles divididos de bovinos, com US$ 1,8 milhão, e outros couros e peles inteiros, divididos de bovinos, com US$ 1,6 milhão, sendo que os compradores foram China, Itália e Vietnã.

O grupo “Óleos Vegetais” obteve receita de US$ 7,6 milhões e os principais produtos vendidos para o exterior foram farinhas e pallets, com US$ 7,5 milhões. Os principais países compradores desses produtos em janeiro foram Espanha, com receita de US$ 3,5 milhões, a Tailândia, com receita de US$ 2,3 milhões, e Holanda, com receita de US$ 1,7 milhão.