Quadrilha tentou vender pneus e rodas de carro furtado da PF pela internet

Equipes da PF ainda estão nas ruas de Três Lagoas para cumprir 4 mandados de prisão e 6 de busca e apreensão

Rodas roubadas e drogas encontradas na casa de um dos alvos de mandado de prisão durante as buscas nesta manhã - Foto: PF/Divulgação

A quadrilha alvo da Operação Argos, deflagrada no início da manhã desta terça-feira (6), tentou vender um jogo de rodas de um dos veículos furtados do pátio da PF (Polícia Federal) de Três Lagoas pelo WhatsApp. A informação foi dada pelo delegado Alan Wagner em entrevista coletiva.

“Entrar no pátio de um órgão público, furtar e colocar um jogo de rodas bem específico para venda é acreditar muito na impunidade”, afirmou o delegado.

Alan Wagner aproveitou para pedir que a população fique atenta a este tipo de comércio e denuncie. “Estamos de olho, mas a população também deve denunciar quando se deparar com a venda de produtos com valor muito baixo. Um jogo de rodas por R$ 200, quatro pneus bons e quatro rodas não vai custar isso, todo mundo sabe”, exemplificou.

Prisões e buscas - Equipes da PF ainda estão nas ruas para cumprir quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão. Todos foram autorizados pela 1ª Vara da Justiça Federal de Três Lagoas.

“Recuperamos dois jogos de roda e algumas peças teremos dificuldade porque já foram comercializadas pela quadrilha. Mas, A gente acredita que podemos encontrar mais envolvidos e recuperar mais objetos durante as buscas”, detalhou o delegado sobre o andamento da operação.

Compradores das peças furtadas também podem ser responder pelo crime de receptação.

A ação tem 20 policiais federais, com apoio de 16 policiais militares. São investigados crimes de furto e associação criminosa. Os presos serão levados para a delegacia de Três Lagoas.

O nome da operação faz alusão ao ser da mitologia grega “Argos Panoptes”, o gigante de cem olhos. O objetivo é mostrar que a polícia está atenta e não se sujeita a criminosos que afrontam a sua autoridade, furtando bens que estavam sob a guarda da Polícia Federal.