Daltro completa 68 anos e não descarta disputar Prefeitura em 2020

O ex-prefeito não descarta a possibilidade de em 2020 disputar a prefeitura na busca do seu quinto mandato. Em 2016 ele manteve o suspense até a última hora se entraria ou não na disputa.

Daltro Fiúza durante lançamento da pavimentação asfáltica entre Sidrolândia e Campo Grande - Foto: Arquivo

A história do gaúcho de Espumoso, uma cidade de 20 mil habitantes, técnico agrícola de profissão, Daltro de Fiúza, se confunde com a de Sidrolândia, já que dos 64 anos de emancipação político-administrativo, ele foi prefeito por 18. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Daltro comemora 68 anos de idade, 45 deles radicados na cidade, onde chegou aos 23 anos, como gerente do entreposto de uma cooperativa (a Cootrimar) com matriz em Maracaju.

Três anos depois, aos 26 anos, se elegeu prefeito, com o aval do sogro, Dorvalino dos Santos, vencendo o pleito que teve outros três candidatos, todos da Arena (inclusive ele) em sublegendas diferentes. Neste primeiro mandato, iniciado em 1974, que se estendeu por 6 anos (4 mais dois de prorrogação), na plena vigência do regime militar, aponta como maior feito, a estruturação do parque rodoviário; ”melhor que o existente hoje”, brinca e a construção do prédio da Prefeitura.

Foi neste governo que fez as primeiras pavimentações na cidade; a urbanização da avenida principal; construiu o ginásio de esportes (com recursos próprios e equipe da prefeitura); a Escola Olinda Brito de Souza, além de casas populares, como o Conjunto Tereré. Suplente de deputado estadual, presidente do diretório municipal do PMDB, não está nos planos de Daltro se afastar da política e se dedicar apenas aos netos.

O ex-prefeito não descarta a possibilidade de em 2020 disputar a prefeitura na busca do seu quinto mandato. Em 2016 ele manteve o suspense até a última hora se entraria ou não na disputa. Acabou recuando na última hora e manteve distante da campanha, embora seu partido, tenha participado da coligação que elegeu prefeito o pediatra Marcelo Ascoli, com a indicação do vice. Está distante do Governo Municipal que preferiu ignorar sua experiência e o trânsito político que desfruta no âmbito estadual, apesar de seu partido faz parte da gestão Ascoli.

Daltro prefere não emitir comentário, nem proferir julgamentos sobre o desempenho da atual gestão, mas mostra preocupação com o inchaço do quadro de servidores, que reduziu o prefeito a um papel de mero gestor da folha de pagamento. “Se você não mantiver os gastos com pessoal na faixa de 45% da receita líquida, fica engessado, porque a Prefeitura fica sem recursos para as contrapartidas dos recursos que conseguir em Brasília”. Atualmente a folha de pagamento supera 53% da receita.

Desde 2012, quando deixou a Prefeitura, Daltro calcula que a cidade tenha perdido R$ 10 milhões que deixou garantido. “Eles (referindo-se a oposição), ao invés de trabalhar, se preocuparam em desgastar minha imagem”, relata. Menciona como prejuízo decorrente da incompetência administrativa, a perda de recursos como o asfalto do Bairro Sol Nascente, a Praça do Morada da Serra, além dos R$ 10 milhões de ITBI, relativo a venda da fazenda Eldorado, primeiro para o Grupo Bertin e depois ao Incra, onde foi criado o assentamento.

“Pelo que estou sabendo, o processo já estava em fase de execução, com possibilidade de penhora dos bens, mas acabou arquivado, porque a Prefeitura perdeu prazo de recurso”, finaliza.