Revitalizado em 2016, complexo poliesportivo sem manutenção é imagem do abandono

A Prefeitura anunciou em dezembro que neste ano vai reformar o ginásio, para isto, conta com uma emenda parlamentar de R$ 390 mil e mais R$ 40 mil de contrapartida.

O abandono também fica evidenciado na faixada. - Foto: Marcos Tomé/Região News

Quem passa hoje pela região da grande São Bento vê um cenário bem diferente daquele que havia em junho de 2016, quando foi inaugurado o projeto de revitalização do complexo esportivo da cidade (o Ginásio Olegário da Costa Machado e o Estádio Sótero Zarate), bancado integralmente pela iniciativa privada. A atual gestão que interditou em setembro do ano passado o ginásio abandonou a manutenção da estrutura.

A vegetação cresce vigorosa em meio ao traçado do calçamento feito em pedra portuguesa na Praça Tancredo Neves, no coração do Bairro São Bento, em frente do complexo. A situação se repete na área urbanizada onde o muro foi demolido e deu lugar a um estacionamento. Guanxuma, tiririca e até colonião, além de plantas rasteiras mudaram drasticamente a paisagem de quem passa pela Rua Oscar Pereira de Brito. “É visível à falta de manutenção. Só olhar e constatar o abandono", revela um empresário que não quis se identificar.

O abandono também fica evidenciado na faixada. Parte do letreiro caiu e a Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer, não providenciou a reposição. O Olegário está “sem o i”, desapareceram o “D” (do Da) e “C” do sobrenome Costa. O bicicletário foi alvo de vândalos e da ferrugem.

A Prefeitura anunciou em dezembro que neste ano vai reformar o ginásio, para isto, conta com uma emenda parlamentar de R$ 390 mil e mais R$ 40 mil de contrapartida. Há rachaduras nas arquibancadas para serem consertadas; a estrutura da cobertura construída há 35 anos, está comprometida (tesouras apresentam ferrugem e entortaram). Há problemas na marquise que fica nos portões de entrada.

A revitalização

A revitalização do complexo contribuiu para brecar o processo de degradação urbana da região, que caminhava para se tornar uma espécie de cracolândia, um território ocupado por usuários de drogas e moradores de rua. Eram frequentes os furtos, assaltos e brigas entre os próprios usuários. Foram demolidos os dois banheiros (as ruínas da construção) existentes na área de acesso ao ginásio pela Rua Oscar Pereira de Brito, abandonados há mais de 20 anos.

Para facilitar o acesso, cerca de 80 metros de muro em frente ao supermercado Isabela foram demolidos para abertura de estacionamento. O muro foi substituído por grades de proteção com recuo. Foi refeito o aterro de proteção do ginásio, instalado um sistema de drenagem para escoar a água da chuva que caia do telhado, evitando assim o surgimento de erosão. Foi colocada pedra brita e cobertura vegetal com grama esmeralda na encosta.