Diretor da Fetems sugere demissão de professores e enxugamento para garantir equiparação ao piso

Sindicalista propõe a reestruturação da rede pública, com o fechamento de turmas com pelo menos 15 alunos, o que provocaria a demissão de professores.

Diretor de políticas municipais da entidade, Florêncio Garcia - Foto: Fetems

Enviado pela Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), para ajudar a mobilizar a categoria no dia paralisação realizada terça-feira (20), o diretor de políticas municipais da entidade, Florêncio Garcia, defende medidas duras para viabilizar financeiramente a reivindicação da categoria, o pagamento do piso nacional de R$ 2.455,35 de 40 horas para os professores que trabalham 20 horas/semanais (um turno de serviço). Hoje os professores recebem R$ 1.686,48.

O sindicalista propõe a reestruturação da rede pública, com o fechamento de turmas com pelo menos 15 alunos (com o remanejamento e a fusão de salas de aula), o que provocaria a demissão de pelo menos 200 professores contratados.

Ele considera inadmissível que a cidade tenha uma média de um professor para cada grupo de 9,9 alunos, quando o mínimo recomendado pelo Ministério da Educação é de turmas com pelo menos 20 alunos. “O Sindicato se propôs a discutir uma readequação e isto vai garantir o pagamento de um salário digno ao professor", afirma.

E garante: "o modelo atual, que resulta na abertura de salas com quatro ou cinco alunos, é motivado pelo clientelismo para contemplar aliados políticos. Isto onera os cofres públicos. Nós somos contra esta situação. Queremos salas com 20 a 25 alunos", conclui.