Dívida pública sobe 1,53% em fevereiro, para R$ 3,58 trilhões

Emissão de títulos públicos e despesas com juros impulsionaram a dívida pública em fevereiro, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional.

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A dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, subiu 1,53% em fevereiro, para R$ 3,582 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (26). Em janeiro, a dívida somava R$ 3,528 trilhões.

O aumento da dívida pública ocorreu porque o governo emitiu mais papéis no mercado para obter recursos junto a investidores. Com esse dinheiro, o governo financia suas ações, mas depois paga juros a esses investidores.

De acordo com o Tesouro, o total de novas emissões ficou R$ 28,51 bilhões acima do volume de resgates (retirada de títulos do mercado) em fevereiro. Já as despesas com juros da dívida somaram R$ 25,55 bilhões no mês passado.

A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar por despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e tributos.

Em todo ano passado, a dívida pública teve aumento de 14,3%, segundo números oficiais. A expectativa da Secretaria do Tesouro Nacional é de uma nova alta em 2018, podendo chegar a quase 4 trilhões no fim de 2018.

Dívidas interna e externa

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

No caso da dívida interna, foi registrado uma alta de 1,50% em fevereiro, para R$ 3,456 trilhões, contra R$ 3,405 trilhões em janeiro. Neste caso, o aumento foi de R$ 51 bilhões.

Já a dívida externa brasileira, resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, contabilizou uma alta de 2,23% no em fevereiro, para R$ 125,59 bilhões. O aumento da dívida externa foi de R$ 2,74 bilhões.

Compradores

Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna teve pequena queda em fevereiro.

No mês passado, os não residentes detinham 12,39% da dívida total, o equivalente a R$ 428 bilhões, contra 12,41% do total da dívida interna (R$ 422 bilhões) em janeiro.

Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás de:

  1. fundos de investimento (R$ 945 bilhões, ou 27,35% do total);
  2. fundos de previdência (R$ 844 bilhões ou 24,4% do total);
  3. instituições financeiras (21,9% do total, ou R$ 759 bilhões).

Perfil da dívida

Em fevereiro deste ano, o percentual de papéis prefixados totalizou 35,28% do total, ou R$ 1,219 trilhão, contra 34,72% do total, ou R$ 1,182 trilhão janeiro. Os números foram calculados após a contabilização dos contratos de "swap cambial".

Os títulos atrelados à taxa Selic (pós-fixados), por sua vez, tiveram sua participação diminuída em fevereiro. Em janeiro, representavam 31,4% do total (R$ 1,068 trilhão), caindo para 31,3%, ou R$ 1,082 trilhão, em fevereiro deste ano.

A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação), por sua vez, que estava em 31,26% em janeiro, o equivalente a R$ 1,064 trilhão, e recuou para 30,74% do total, ou R$ 1,062 trilhão, em fevereiro deste ano.

Já os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, que somaram 2,64% do total em janeiro, ou R$ 89,79 bilhões, subiram para 2,66%, ou R$ 91,80 bilhões, no mês passado.