Aumenta número de famílias que recusam doar órgãos de parentes falecidos

Conforme a assessoria de imprensa do hospital, também houve aumento na negativa para a doação de tecidos, como córneas.

Recusas de doações aumentaram significativamente - - Foto: Divulgação / Santa Casa

Número de famílias que recusaram doar órgãos de pessoas falecidas aumentou neste ano em Mato Grosso do Sul. De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira pela Santa Casa, apenas neste mês, três famílias passaram por entrevista para doação de múltiplos e todas e recusaram-se.

Conforme a assessoria de imprensa do hospital, também houve aumento na negativa para a doação de tecidos, como córneas. 

Em março, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) da Santa Casa entrevistou 14 famílias e apenas quatro autorizaram a doação do tecido. Já em relação aos três primeiros meses do ano, de 32 famílias, seis autorizaram doar as córneas.

Quanto a doação de órgãos de pessoas diagnosticadas com morte encefálica, 21 famílias foram entrevistadas e 11 não concordaram com a doação.

No primeiro trimestre deste ano, hospital registrou trê trasplantes de rins e córneas. Em 2017, foram 17 transplantes de rins e córneas e 35 captações de órgãos que beneficiaram pacientes de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país. Estado fechou o ano passado em quarto lugar no país no número de doações.

Principal motivo para a recusa foi o desconhecimento do desejo do familiar, segundo a coordenadora da OPO, Ana Paula Silva das Neves.

“Ressaltamos que a melhor maneira de se tornar um doador é avisando seus familiares, pois no momento que ocorre o óbito, uma equipe especializada irá conversar com eles a fim de viabilizar a doação junto a família. É muito importante que eles saibam do desejo do ente querido”, explicou Ana Paula.