Apreensões de cigarros paraguaios passam de 6,9 milhões de pacotes

A tendência é que o sistema de fiscalização torne-se ainda mais frágil a partir da próxima semana.

Apreensões de cigarros ocorrem em grandes volumes no Mato Grosso do Sul - - Foto: Divulgação / PRF

O contrabando de cigarros paraguaios para o Brasil, em pouco mais de oito meses, supera a casa dos  6,9 milhões de pacotes apreendidos. São cargas interceptadas já dentro do Brasil, a caminho dos maiores centros consumidores do País, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro. A principal porta de entrada continua sendo o Mato Grosso do Sul, por onde contrabandistas têm fácil acesso, a considerar o quase inexistente controle pelos organismos de policiamento e repressão, como a Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A tendência é que o sistema de fiscalização torne-se ainda mais frágil a partir da próxima semana, quando entrará em vigor a Portaria 310/2018, da Receita Federal, que dimensiona os plantões noturnos nos portos, aeroportos e pontos de fronteira. A medida, segundo alerta o Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), fará com que em algumas localidades, à noite, a fiscalização seja reduzida a um servidor. 

No ano passado, apreensões de drogas, de mercadorias e de cigarros contrabandeados somaram cerca de R$ 367 milhões nas unidades da Receita Federal que atuam na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O montante ainda é considerado subestimado devido a problemas internos, que dificultaram o registro das operações, mas o valor das apreensões pode ultrapassar os R$ 400 milhões.

No lado do Mato Grosso do Sul, onde há cerca de 670 km de fronteira com o Paraguai, sem nenhum acidente geográfico que separe os dois países, veículos carregados de cigarros passam com muita facilidade, pois não precisam de barcos ou outra logística, oproduto mais contrabandeado foi o cigarro, que representa 75% de todo o valor apreendido pela Receita no Estado.