Para garantir projeto de suinocultura, Sidrolândia terá de oferecer 200 hectares como contrapartida

A Prefeitura de Sidrolândia não tem condições financeiras de arcar com o pagamento da desapropriação de 200 hectares para abrigar a fábrica de ração e a matrizeira.

Visita dos diretores da Cooperalfa há 4 meses atrás, ocasião que foi explicado o projeto a representantes da cidade - Foto: Marcos Tomé/Região News

Transcorridos quatro meses da vinda de diretores da cooperativa, a Cooperalfa ainda não sinalizou de forma afirmativa ao Sindicato Rural, se de fato a cidade será contemplada com investimento de R$ 200 milhões no projeto de suinocultura para produção de 10 mil matrizes que vão suprir aproximadamente 100 granjas de produtores integrados que farão a engorda dos leitões. O complexo inclui uma fábrica de ração que usa 12 mil sacas de milho por dia.

Nesta semana estiveram por aqui técnicos da cooperativa que, conforme expressão de um dos produtores engajados no projeto, faz uma espécie de leilão entre Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul e mais recentemente, Campo Grande, que entrou na disputa.

A Prefeitura de Sidrolândia não tem condições financeiras de arcar com o pagamento da desapropriação de 200 hectares para abrigar a fábrica de ração e a matrizeira. Nova Alvorada do Sul, por exemplo, garantiu que pode doar 100 hectares e a Capital, certamente, tem fôlego financeiro para bancar a desapropriação de uma área do tamanho necessário para atender as exigências do projeto. Uma área de 200 hectares na saída para Maracaju, por exemplo, tem o custo de mercado em torno de R$ 6,2 milhões.

Se de fato a Cooperalfa optar por Sidrolândia, um grupo de produtores mostra interesse na aquisição conjunta dos 200 hectares na região do Quebra Coco, ao custo de R$ 3,8 milhões, um valor bem menor, já que a terra por lá é mais barata (em torno de R$ 19 mil o hectare), em função de ser menos fértil. Além do preço mais em conta, outra vantagem desta localização é a disponibilidade de terra (são necessários 3 mil hectares no entorno para o descarte ecologicamente correto do dejeto produzido pelos suínos), com sua utilização para fertilizar a pastagem no entorno.