Administrativos aderem à greve, escolas estaduais ficam sem limpeza e merenda

Servidores cobram do Governo a incorporação imediata de um abono de R$ 200,00, além de não aceitar reajuste de 3,8%.

Administrativos aderem à greve, escolas estaduais ficam sem limpeza e merenda - Foto: Divulgação

Os 60 funcionários administrativos da Secretaria Estadual de Educação que atuam nas escolas estaduais de Sidrolândia aderiram à greve da categoria e com isto, além da parte administrativa, estão interrompidos os serviços de limpeza e os alunos não receberão merenda escolar nesta terça-feira.

Os servidores cobram do Governo a incorporação imediata de um abono de R$ 200,00, pago desde 2016, além de não aceitar o reajuste de 3,8% autorizado pelo governador. Um grupo deles partiu em comitiva para Campo Grande, onde está programada uma manifestação.

Na escola Catarina de Abreu, por exemplo, os 21 servidores administrativos aderiram ao movimento. A categoria reclama dos baixos salários (em torno de R$ 1.200,00 para o pessoal da limpeza). O salário-base em início de carreira é de R$ 800,00 abaixo do salário mínimo.

Segundo a professora Rosana Carvalho, presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação, há dois anos a categoria vem negociando com o Governo que prometeu incorporar o abono a partir de março de 2019, assumindo o compromisso para a futura administração, sem a garantia de cumprimento por parte do futuro gestor (seja o atual, caso o governador Reinaldo Azambuja se reeleja, ou outro que vença a eleição).

A incorporação do abono ao salário-base significa um incremento de remuneração, já que eleva a base de cálculo das gratificações, especialmente a de tempo de serviço.