Médicos fazem 1ª cirurgia por vídeo no hospital e programam outras 6 dia 28 de maio

No próximo dia 28 de maio, seis pacientes do SUS, vão fazer cirurgias urológicas com a mesma técnica.

Equipe dos médicos George Kimura Nakasima (cirurgião geral) e Henrique Coelho (urologista) - Foto: Divulgação

Foi um sucesso a primeira cirurgia por videolaparoscopia realizada no Hospital Elmiria Silvério Barbosa, de Sidrolândia. No último dia 02 de abril um paciente com cálculos biliares, se livrou de cólicas abdominais, após ser submetido a uma cirurgia por vídeo, não invasiva.

No próximo dia 28 de maio, seis pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), vão fazer cirurgias urológicas com a mesma técnica, realizada pela equipe dos médicos George Kimura Nakasima (cirurgião geral) e Henrique Coelho (urologista), que trouxeram de Campo Grande todos os equipamentos.

Segundo o urologista Henrique Coelho, inicialmente, uma vez por mês serão agendadas cirurgias como esta do último dia 2, de retirada da vesícula biliar e também das vias urinárias, de pacientes particulares e de planos de saúde.

Como forma de tentar sensibilizar o poder público a oferecer pelo SUS estes procedimentos, que no particular são caros para a população de menor poder aquisitivo (R$ 6,5 mil esta de vesícula), é que serão operados seis pacientes do sistema público de saúde. “Hoje muitas destas pessoas, para quem a opção é a cirurgia por vídeo, esperam meses para serem encaminhadas a Campo Grande, porque a demanda é grande", explica o urologista Henrique.

A técnica

As modernas técnicas de cirurgia minimamente invasiva consistem em cirurgias que antes eram realizadas pela via aberta com a mesma eficiência, porém com menos dor, recuperação mais rápida e retorno as atividades habituais do paciente em menor tempo.

A Vídeo-cirurgia ou Cirurgia Videolaparoscópica surgiu na Europa, na década de 80, quando foi realizada a primeira cirurgia para retirada de vesícula biliar (colecistectomia), com o auxílio de uma câmera de vídeo e sem a necessidade de realização de um grande corte. A grande inovação nesta nova técnica foi o fato de a câmera poder ampliar em até 20 vezes a imagem para que o cirurgião opere com muito mais precisão e segurança.

Segundo o dr. Henrique muitos casos de cólica renal, sangramento da urina, e obstrução da via urinária poderão ser tratados aqui mesmo na cidade. "Temos uma ótima estrutura hospitalar, corpo médico de alta qualidade atuante, equipe de enfermagem comprometida com o bem estar do paciente e também a dra. Amani Mancini que é médica Anestesista muito competente", assegura.

Cirurgia Geral

A cirurgia geral consiste no tratamento das doenças do aparelho digestivo, que incluem todos os órgãos que participam do processo de digestão dos alimentos, incluindo-se, portanto, o esôfago, estômago, fígado, pâncreas, baço, vesícula biliar, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

O médico George Kimura que é especialista em Cirurgia Geral pelo Hospital Regional Rosa Pedrossian, graduado em medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões pretende aproximar os pacientes da região de Sidrolândia a esses tratamentos de ponta, atendendo no Hospital de Sidrolândia. "Minhas cirurgias continuarão a serem realizadas em Campo Grande, basicamente no Hospital El Kadri, Unimed e Cassems, onde dispomos de toda tecnologia para desempenhar nossas operações, no entanto agora podemos atender aqui em Sidrolândia também", afirma o médico.

Dr. George aponta as vantagens da Cirurgia Videolaparoscópica:

  • O tempo cirúrgico da cirurgia videolaparoscópica é reduzido, quando comparado à cirurgia aberta convencional, diminuindo o tempo da anestesia e, consequentemente, o risco anestésico;
  • A dor é menor porque os cortes são muito pequenos. Com pouca dor, o paciente volta a andar, trabalhar, dirigir e fazer exercícios mais precocemente; 
  • A internação hospitalar é mais curta, em geral 24 horas. Tudo isso diminui o risco de infecção pós-operatória; 
  • O sangramento praticamente não existe e o trauma cirúrgico é, incomparavelmente, menor; 
  • Como os cortes são pequenos, o resultado estético acaba sendo muito melhor, praticamente não ficando cicatrizes.

O urologista Henrique Rodrigues Scherer Coelho é graduado em medicina pela Universidade Federal da Grande Dourados, residência Médica em Cirurgia Geral pela Santa Casa e Residência Médica em Urologia pelo Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, acaba de Concluir o Curso de Pós-Graduação em Cirurgia Urológica Minimamente Invasiva no Hospital Sírio Libanês em São Paulo.

Atua no Hospital Universitário, Hospital do Câncer e também no Hospital El Kadri, Unimed e Cassems em Campo Grande. É Membro da Sociedade Brasileira de Urologia, Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e da Sociedade de Cancerologia. Mestrado em Saúde pela UFMS e doutorado em andamento pela mesma instituição.

"As cirurgias Urológicas Minimamente invasivas são um grande avanço no tratamento de pacientes com cálculos renais. As cirurgias podem ser realizadas por Laparoscopia e também por Endourologia, ou seja, pela Endoscopia das Vias urinárias na qual o paciente é operado sem necessidade de cortes já que o acesso é realizado pelos orifícios naturais do paciente. A recuperação é incomparavelmente melhor e mais rápida", destaca o médico.

Exemplos de cirurgias minimamente invasivas:

  • Nefrectomia videolaparoscópica (retirada cirúrgica do rim)
  • Pieloplastia videolaparoscópica (plástica da junção do ureter com a pelve do rim), Prostatectomia videolaparoscópica (retirada cirúrgica da próstata),
  • Tratamento de cistos renais por videolaparoscopia,
  • Cirurgia renal percutânea (tratar pedras nos rins),
  • Ureteroscopias para tratar pedras no ureter sem cortes,
  • Ressecções transuretrais de próstata (tratamento cirúrgico do aumento prostático benigno sem cortes, através da uretra),
  • Ressecção transuretral da bexiga, dentre outras.