Juiz de Sidrolândia participa de Simpósio em Roraima e se comove com situação de refugiados venezuelanos

O magistrado que proferiu palestra no último dia 6 sobre o tema “O poder judiciário e os desafios na tutela dos direitos da criança e adolescentes venezuelanos no Brasil”.

Juiz Fernando Moreira foi um dos palestrantes do 1º Simpósio Jurídico em Boa Vista - Roraima - Foto: Reprodução/Facebook

O juiz Fernando Moreira, titular da 2ª Vara da Comarca de Sidrolândia, foi um dos palestrantes do 1º Simpósio Jurídico promovido pelo IBFAM (Instituto Brasileiro de Direitos da Família) em Boa Vista, capital de Roraima, entre os dias 6 e 8 deste mês, que teve como tema “um enfoque jurídico sobre os refugiados da Venezuela”.

O magistrado que proferiu palestra no último dia 6 sobre o tema “O poder judiciário e os desafios na tutela dos direitos da criança e adolescentes venezuelanos no Brasil”, se comoveu diante da situação de milhares de refugiados da Venezuela que estão em Boa Vista, sem moradia e até passando fome.

Em postagens nas redes sociais, o juiz deu um testemunho emocionado. “Confesso que foi um dos dias mais tristes de minha vida! Vimos à situação de um povo sofredor. Muitos não têm onde morar e nem o que comer. Não há perspectivas de empregos para a multidão. Um povo que levanta não sabendo o que o dia lhe reserva. Muitos estão morando nas praças, à espera de uma vaga em um dos abrigos. Outros vivem em barracas construídas sob um sol insuportável. Ainda, há aqueles que entraram em prédios abandonados em busca de proteção, porém sem qualquer salubridade. As promessas governamentais são tímidas diante da gigantesca necessidade de todos que buscam refúgio em solo brasileiro".

Na avaliação do juiz, “a situação dos refugiados é um problema de todos os brasileiros. Precisamos ajudar, seja oferecendo a interiorização àqueles que desejarem pelo país afora, seja enviando doações àquelas entidades que estão à frente do trabalho”. 

Ele entende que é preciso cobrar do Poder Público, medidas urgentes em favor dos venezuelanos e dos roraimenses.