Rogério Menezes destaca participação dos produtores para viabilizar contrapartida milionária

Para presidente do Sindicato Rogério Menezes a viabilidade da oferta milionária da contrapartida simboliza uma união de esforços.

Presidente do Sindicato, Rogério Menezes durante pronunciamento na cooperativa - Foto: Marcos Tomé/Região News

Para o presidente do Sindicato Rural de Sidrolândia, Rogério Menezes, a viabilidade da oferta milionária da contrapartida encaminhada na tarde desta quarta-feira (18) a direção da Cooperativa Agroindustrial Alfa, na prática, simboliza uma união de esforços para atrair os investimentos e dar inicio a atividade da suinocultura em Sidrolândia.

“É uma ação articulada pelo poder público e a iniciativa privada, junto com os produtores e o Sindicato Rural, que dá sustentação a contrapartida robusta”, argumenta. A proposta foi orçada em R$ 10 milhões (conforme a localização da área), oferecida por Sidrolândia à Cooperalfa para convencer os associados da cooperativa, a escolher a cidade, que disputa o projeto com Dourados e Nova Alvorada do Sul, como polo do investimento de R$ 200 milhões na implantação de uma UPL (Unidade de Produção de Leitões), com capacidade para 10 mil matrizes e da fábrica de ração.

Os R$ 200 milhões de investimentos previstos, estão divididos em R$ 130 milhões no matrizeiro e R$ 70 milhões na fábrica de ração, que deve ser instalada (por uma questão de logística e evitar gastos com frete), junto à unidade de armazenagem da cooperativa na saída para Campo Grande.

Esta estrutura vai dar suporte para uma nova atividade econômica na cidade, a suinocultura, abrindo uma nova cadeia produtiva, gerando uma demanda diária de 12 mil quilos do milho produzido. As granjas vão fornecer leitões para abate em São Gabriel do Oeste, sede do frigorífico da Aurora, cooperativa da qual a Cooperalfa é uma das associadas com 38% da cota capital.

Estão projetadas 100 granjas, antecipadamente 64 produtores manifestarem interesse em aderir à atividade. Como o município não teria condições de bancar sozinho com recursos próprios toda a infraestrutura que está sendo oferecida, caso os associados da Cooperalfa escolham a cidade para fazer os investimentos, será partilhada entre a iniciativa privada e poder público.

Neste arranjo, os 200 hectares necessários para implantação do matrizeiro serão adquiridos de forma consorciada por produtores interessados a incorporar a suinocultura ao seu rol de atividades, mas também de olho num subproduto importante (os dejetos dos porcos) que pode ser utilizado como biofertilizante.

Pelo menos seis proprietários manifestaram interesse em vender os 200 hectares necessários para abrigar a UPL. Se a opção for por terra na saída para Maracaju, o custo pode chegar a R$ 6,2 milhões, porque nesta região, as terras são mais férteis, mas pode cair pela metade, se optarem pela região do Quebra Coco, onde além do custo menor, outra vantagem é a possibilidade de aproveitamento da mão de obra do distrito e das aldeias existentes no entorno.

O governador Reinaldo Azambuja, contatado por dirigentes do Sindicato Rural, já sinalizou positivamente, a possibilidade do Estado, que além de incentivos fiscais, pode contribuir com parte da infraestrutura (abertura do acesso de 5 quilômetros com revestimento primário); rede de água e energia elétrica. A Prefeitura ajudaria com a terraplanagem e a perfuração do poço artesiano.

A contrapartida oferecida

  • Uma área de 200 hectares;
  • Terraplanagem de 80 mil m²;
  • Acessos com 40 mil m² (5,7 km)
  • Rede de energia e água.