Com fim da colheita, Sidrolândia registra corte de 50 empregos com carteira assinada

cidade ficou em sexto lugar no ranking das cidades que deram maior contribuição para o esfriamento do mercado de trabalho.

Com fim da colheita, Sidrolândia registra corte de 50 empregos com carteira assinada - Foto: Newton Menezes / FUTURA PRESS

Conforme levantamento do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, em março, a economia de Sidrolândia registrou o fechamento de 50 empregos de carteira assinada, diferença entre as 259 contratações registradas e as 309 demissões oficializadas.

A cidade ficou em sexto lugar no ranking das cidades que deram maior contribuição para o esfriamento do mercado de trabalho sul-mato-grossense. A lista é encabeçada por Campo Grande (-277), Dourados (-238), Maracaju (-177), Três Lagoas (-96) e Naviraí (-81).

O resultado interrompe dois meses de saldo positivo no mercado trabalho, empurrado pela entrada em funcionamento do Frigorífico Balbinos e as contratações temporárias para a colheita de soja, encerrada no início de março. Em janeiro, foram criadas 21 vagas; fevereiro foram 122. Em dezembro houve um empate virtual (déficit de 3 vagas entre demissões e contratações), novembro 185 vagas e outubro, 41.

Este resultado do mês passado, fechamento das já mencionadas 50 vagas, foi pior que de março de 2017 (21 empregos fechados) e mesmo mês de 2016 (saldo positivo de 5 vagas)

O fim da colheita da safra de soja acabou influenciando neste ano. Mês passado, das 309 demissões registradas, quase 28%, 84, foram exatamente da agricultura que no primeiro bimestre, contabilizou 132 contratações. O setor industrial, em março, demitiu mais que contratou (85 a 102, saldo negativo de 17 empregos). O setor de serviço abriu 15 novas vagas (74 no acumulado do trimestre), enquanto o comércio, registrou corte de 3 vagas.

No acumulado do trimestre, os bons resultados de janeiro e fevereiro, sustentaram um saldo positivo de 21 novos vagas (306 contratações, ante 285 demissões), um desempenho pior que o do primeiro trimestre de 2017(saldo de 94 vagas) e o resultado de 2016 (52 vagas).

Panorama estadual

O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul terminou março com resultado negativo recorde. O saldo entre contratações e demissões foi - 646 empregos, conforme mostra o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número é o menor para o mês desde 1992, quando o Caged teve início. O mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul terminou março com resultado negativo recorde. 

No total, as empresas instaladas em Mato Grosso do Sul contrataram 20.126 e demitiram 20.772 trabalhadores no mês passado. Com isso, foram extintos 646 postos de trabalho. Em toda série histórica do Caged, apenas nos anos de 1992 e de 1998 tiveram saldos negativos no mês de março. No mesmo período de 2017, o resultado foi de 1.245 empregos.

Das oito atividades econômicas consideradas na pesquisa, cinco demitiram mais que contrataram em Mato Grosso do Sul. O pior desempenho foi do comércio, que admitiu 4.918 e desligou 5.467 empregados, resultando em -549 empregos.

Os demais setores com saldos negativos foram os seguintes: agropecuária (-451 vagas de emprego), indústria de transformação (-15), serviços industriais de utilidade pública (-12) e administração pública (-2). Por outro lado, terminaram o mês com resultados positivos os serviços (351 postos de trabalho), a construção civil (23) e o extrativismo mineral (nove).

No ano, a diferença entre contratações e demissões em Mato Grosso do Sul está positiva em 4.537 empregos. No acumulado de 12 meses, o saldo é negativo, com fechamento de 6.320 vagas.

País – Em março, o resultado de Mato Grosso do Sul diferiu do da maioria dos demais estados. Em todo o País, houve abertura de 56.151 empregos. Seis dos oito principais setores econômicos tiveram saldo positivo.

O principal deles foi o de serviços, com a criação de 57.384 novos postos de trabalho. A indústria de transformação foi o segundo setor com melhores resultados (+10.450 posto).