Em depoimento, padrasto confirma estupro, mas garante ter sido seduzido pela enteada de 13 anos

O rapaz, com idade na faixa dos 35 anos, não demonstrou, em nenhum momento, arrependimento do crime do qual é a acusado.

- Foto: Divulgação

Se não bastasse a natural indignação provocada pelo abuso sexual praticado pelo padrasto contra a enteada, uma adolescente (que recém havia saído da puberdade), policiais e conselheiros empenhados na ocorrência, ficaram ainda mais revoltados com os argumentos que o suspeito apresentou à Polícia para se justificar o abuso; tentou se colocar como vítima da menina que o teria “seduzido” com suas investidas e acabou se rendendo aos seus institutos sexuais masculinos.

“Por pouco ele não apresenta queixa como vítima de estupro”, relata uma das conselheiras que acompanhou o caso.

O rapaz, com idade na faixa dos 35 anos, não demonstrou, em nenhum momento, segundo a conselheira, arrependimento do crime do qual é a acusado. Nem o fato de ter quebrado a confiança da mulher com quem vivia há vários anos, abusando da filha dela, uma menina de 12 anos, pareceu perturbá-lo.

A conselheira invoca o artigo 271-A do Código Penal, que prevê punição, mesmo se a relação sexual for consensual (a vítima concorda com o ato), e não livra o autor da acusação de estupro.