CTG revive dia memorável com casa cheia em almoço dançante com Monarcas

Estima-se que mais de mil pessoas almoçaram no evento promovido pela patronagem do CTG.

Os Monarcas durante show baile no CTG Campos da Vacaria - Marcos Tomé/Região News

Organizadores e membros das invernadas do Centro da Tradição Gaúcha de Sidrolândia, CTG - Campos da Vacaria, se surpreenderam neste feriado, 1º de maio, Dia do Trabalhador, com o grande número de pessoas que prestigiaram o almoço dançante ao som do grupo, Os Monarcas.

Ao todo foram colocados á venda cerca de 700 convites (público esperado pela organização), mas o evento atraiu fãs do conjunto de diversas cidades circunvizinhas. Segundo o empresário Vanderlei Piana, patrão do CTG, estima-se que mais de mil pessoas almoçaram no evento promovido pela patronagem (diretoria).

“Foi uma grande surpresa pra nós, isto porque nos organizamos para atender certa quantidade de pessoas e de repente, começou a chegar gente de todo lado”, conta Piana ao explicar que foi obrigado a interromper as vendas dos convites na portaria porque já não havia mesas disponíveis no salão e nem espaço. “Deu correria”, brinca.

Ele atribui o sucesso do evento ao empenho dos colaboradores; dos membros das invernadas responsáveis pela comercialização antecipada dos ingressos e claro, a história que o grupo; Os Monarcas têm com o povo de origem sulista. “São 40 anos de estrada. Muitos cresceram ouvindo Os Monarcas” ressaltou o patrão.

Almoço

O evento começou por volta das 10h30 quando o portão principal de acesso ao salão foi aberto aos convidados. Em poucos minutos as dependências internas do CTG foi tomado pelo público. O almoço começou a ser servido ao meio dia. No cardápio, iguarias típicas da mesa gaúcha, como o tradicional churrasco e acompanhamentos servidos com fatias de cuca.

Ao menos 60 pessoas estiveram envolvidas na execução das tarefas inerentes ao evento. Pais e avós, por exemplo, tiveram de meter a mão na massa enquanto filhos, ou netos (membro de invernadas) faziam o mesmo dando assistência aos cinco buffets montados para atender os convidados.

A aposentada Elvira Cerutti Michalsem, de 64 anos (foto), conta que há mais de 1 ano vem acompanhando as atividades do CTG porque dois netos; Eric Fidelis, de 18 anos e Adriano Junior, 16, pertencem a infernada adulta e juvenil, respectivamente. “É um prazer ajudar esta instituição. Sinto-me útil aqui com eles. Se as pessoas soubessem o que é o CTG, certamente estariam aqui também”, conta.

O baile

Na estrada há mais de 40 anos, Os Monarcas é parte da vida de muitos fãs. A ex-vereadora Rosangela Rodrigues, fez questão de fazer uma foto com o “lendário” Nésio Alves Correa, o Gildinho, que juntamente com seu irmão, Francisco Desidério Alves Correa, o Chiquito, criaram a dupla Gildinho e Chiquito, em 1967 na cidade de Erechim. A dupla não prosperou, mas serviu de laboratório para a criação do grupo 7 anos mais tarde, em 1974.

“Sou fã deles. Fiz questão de registrar a foto porque não sei quando vou ter outra oportunidade”, relata. Centenas de fãs que não tiveram a mesma sorte de fazer um registro fotográfico de pose com os artistas buscaram o melhor ângulo para levar pra casa uma recordação do conjunto, seja por meio de foto ou vídeo gravado no aparelho celular.

“Fazia muito tempo que não via uma superlotação desta no CTG. Estão de parabéns todos os envolvidos no evento”, comenta o ex-prefeito Ari Basso. O grupo, que conquistou este ano o DVD de Ouro ao completar 40 anos de carreira, atraiu público de cidades mais distantes, como é o caso do município de Ponta Porã.

Cerca de 20 pessoas do grupo de dança “Baileiros Mesmo”, saíram às 9h da manhã da cidade fronteiriça só para ver de perto a apresentação dos Monarcas. Dhoyo Correa, de 43 anos, fundador do grupo que esta prestes á completar 21 anos (novembro), contou ao RN que é fã incondicional do conjunto. Ele reuniu os amigos mais próximos e decidiu pegar a estrada rumo a Sidrolândia. “Nossa galera hoje é composta por mais de 110 membros. São dois grupos de danças. Quando ficamos sabendo que Os Monarcas estariam aqui, não tivemos dúvidas”, brinca.

Gerações

Que a música e a dança é uma importante ferramenta de integração social, não restam dúvidas, mas a dança de salão vai além. O que se observou neste 1º de maio em meio aos movimentos dos passos e passes, boa parte embalado no ritmo de “dois pra lá e dois pra cá”, refere-se à arte de unir povos em diferente estágio temporal.

O avô é embalado pela neta na pista de dança, enquanto o filho, que faz parte da invernada juvenil, ensina os primeiros passos a mãe que timidamente se aventura nesta arte. Para quem foi ao CTG neste feriado do trabalhador, pode observar a importância de eventos desta natureza num ambiente familiar. “Não importa a idade, só não pode é ficar parado” brinca Claudete Schroeder, de 60 anos. Acompanhada do esposo, Ênio Schroeder, de 62, passou à tarde na pista de dança. O ex-prefeito e deputado estadual Enelvo Felini (PSDB), também não ficou de fora e se viu contagiado pelo ritmo sulista dos Monarcas.