David deixa Conselho Municipal da Comunidade e ONG de apoio à adoção após condenação

O ex-vereador pretende agora se dedicar apenas as suas atividades profissionais na advocacia. David vai recorrer da sentença.

Ex-vereador David Olindo vai abandonar as duas atividades voluntárias - Foto: Marcos Tomé/Região News

O ex-vereador David Olindo, após ser condenado a seis meses de detenção (pena convertida em multa de R$ 2 mil), por crime de desacato a autoridade do então conselheiro tutelar Reginaldo Rodrigues de Mello, cometido em 2015, vai abandonar as duas atividades voluntárias que vinha desempenhando em favor do Poder Judiciário: deixará o Conselho Municipal da Comunidade, que dá suporte a ações de segurança pública e a vice-presidência da Organização Não Governamental, Afagas, voltada ao trabalho de apoio as ações de adoção de crianças atendidas nas casas de abrigo.

David vai recorrer da sentença proferida pelo juiz Fernando Moreira Freitas no último dia 27. O ex-vereador pretende agora se dedicar apenas as suas atividades profissionais na advocacia. Neste período de atuação voluntária, David, viabilizou junto ao governador Reinaldo Azambuja, o show de Almir Sater, que terá o cachê custeado pelo Governo do Estado para se apresentar na abertura do encontro nacional dos grupos de apoio à adoção, dia 31 de maio em Bonito.

Olindo também se mostra inconformado com as críticas do Sindicato dos Policiais Civis, que gravou vídeos e postou nas redes sociais, sobre a atuação do conselho da comunidade, insinuando que estaria agindo em favor dos detentos, instalando climatizadores e aparelhos de tv, enquanto os policiais enfrentam precárias condições de trabalho.

“Todo o material de expediente da delegacia está sendo adquirido com recursos do conselho. Como medida preventiva, para evitar o risco de rebeliões que colocariam em risco a vida dos detentos e dos próprios policiais, foram instalados climatizadores porque os presos ficam em celas sem nenhuma ventilação. A responsabilidade de reformar o prédio da delegacia não é do conselho, mas do Governo do Estado”, argumenta.