Candidatura de Gerson a deputado gera ciumeira no PP de Campo Grande

O vereador da Capital Valdir Gomes se sentiu traído com as tratativas de Bernal, que é o presidente regional do partido.

Os vereadores da Capital Dharleng Campos, Valdir Gomes e Cazuza não serão candidatos pelo PP - - Foto: Correio do Estado

O acordo político que resultou na filiação do advogado Gerson Claro que vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa fazendo dobradinha com o ex-prefeito Alcides Bernal, provocou ciumeira em setores do PP em Campo Grande, onde o partido tem três vereadores, pelo menos um deles, com pretensões de ser candidato a deputado estadual.

O vereador Valdir Gomes se sentiu traído com as tratativas de Bernal, que é o presidente regional do partido. “Se você quer fidelidade você precisa ser fiel. Parece marido que beija, beija e no fim tem amante”, disse Gomes (PP) sobre Bernal ter convidado novos nomes para compor candidatura da sigla para eleições de 2018.

Valdir se refere aos novos integrantes do partido que migraram para a sigla durante a janela partidária. São eles: o ex-BBB Fael e o ex-diretor do Departamento de Trânsito (Detran-MS) Gerson Claro.

Os dois postulantes serão candidatos a deputado estadual pelo PP. “Ele [Bernal] deu prioridade para os novos e nem nos avisou. Não tivemos nenhuma reunião, estamos sabendo de tudo isso pela mídia e pelas conversas por aí”, reclamou o vereador, reforçando que está faltando sensibilidade do presidente do PP.

O vereador confirmou que os nomes de Gerson Claro e de Fael já estão fechados para disputar vagas na Assembleia Legislativa e disse ter se espantado com a informação de que a enfermeira Mari Luci seria uma das candidatas a deputada estadual também pelo partido. “Não teve conversa nenhuma, Cazuza [vice-presidente da Câmara Municipal] disse para mim que não está se sentindo motivado a se candidatar, acho que deveriam dar oportunidade para quem já está na sigla”, disse Valdir.

O vereador ponderou que já tem um trabalho na política e poderia ser um nome forte. “Não é que eu queira me avaliar, mas eu tenho trabalho considerável em Campo Grande e pessoas chegaram e já são candidatas. Estão usando nomes para fazer trampolim na política”, declarou o vereador.

Valdir disse também que muitos não migraram do partido porque não tem mais janela. “Esse é o problema. Como vamos apoiar alguém que não conhecemos, não sabemos nada”, lamentou.

Apesar da reclamação de Valdir, a vereadora Dharleng Campos disse que não teve atrito em relação ao entendimento de que ela não seria candidata à deputada estadual, como estava sendo cogitado. “Tive uma conversa muito tranquila com o presidente [ex-prefeito Alcides Bernal] e eu disse que não queria porque quero trabalhar mais o meu mandato como vereadora”, disse a parlamentar, que ocupa uma das cadeiras da Câmara Municipal de Campo Grande.

O mandato da vereadora acaba daqui um ano e meio e, de acordo com Dharleng, o nome ventilado para representar as mulheres dentro do partido é o da enfermeira Mari Luci, que já havia sido candidata a uma das vagas para vereador nas eleições de 2016. A postulante teve 1.338 votos mas não foi eleita.

A vereadora afirmou também que, por enquanto, a única certeza entre os integrantes do PP é que Alcides Bernal será candidato a uma vaga na Câmara Federal. (Com informações Correio do Estado.