Homem que matou auxiliar de pedreiro no centro da Capital é preso

O suspeito, Alexandre Moreira de Moraes, 23 anos, confessou o crime.

Suspeito foi preso e confessou o crime - - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Foi preso na tarde desta segunda-feira (7) o homem suspeito de matar o auxiliar de pedreiro Antônio Marcos Rodrigues de Souza, 34 anos, ao tentar socorrer uma mulher que estava sendo assaltada, na região central de Campo Grande. O suspeito, Alexandre Moreira de Moraes, 23 anos, confessou o crime.

O crime aconteceu no início da manhã, no cruzamento das Avenidas Calógeras e Mato Grosso e foi presenciado pelo pai da vítima e testemunhas. Ao tentar ajudar uma mulher que estava sendo roubada, Marcos levou um golpe no pescoço e morreu no local, antes da chegada do socorro.

Segundo o 1º tenente da PM, Thiago Mônaco de Marques, suspeito fugiu após o crime. Várias equipes da Polícia Militar realizaram diligências em busca do suspeito e, por meio de denúncias anônimas e com apoio de um helicóptero, Alexandre foi encontrado escondido na residência de um conhecido, no Jardim das Mansões.

“Ele não resistiu a prisão e de imediato veio a confessar a prática do crime”, disse o tenente.

Equipes da Polícia Militar, junto com o suspeito, voltaram ao local do crime na tentativa de localizar a arma usada no homicídio, que não foi encontrada. Inicialmente, foi informado que uma tesoura seria a arma, mas após ser preso, suspeito disse se tratar de uma faca de serra. 

"Não localizamos [a faca], porém nós temos as informações e as imagens que comprovam a ação delituosa dele que veio a vitimar aquele trabalhador na avenida Mato Grosso, logo pela manhã", afirmou o tenente.

À PM, o suspeito não deu mais declarações a respeito do crime. Conforme o tenente Marques, ele é usuário de drogas e se encontra em situação de rua, já tendo sido preso por diversas vezes por crimes de furto na região central.

Ainda conforme o tenente Mônaco, o suspeito foi um dos mais de 100 moradores de rua cadastrados na Polícia Civil durante ação ocorrida no dia 11 de abril. Por meio desse cadastro, foi possível identificá-lo.

"Esse cidadão já havia sido detido pela Polícia Militar e pela Polícia Civil por diversas ocasiões. Infelizmente nós temos legislações que são falhas, que permitem que esses delinquentes retornem as ruas e aí acontecem atrocidades como essa", salientou Mônaco.

Alexandre foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, onde será ouvido pelo delegado plantonista Camilo Kettenhuber. Ao ser entregue na delegacia, o suspeito não quis dar declarações à imprensa. Ele passará por audiência de custódia nesta terça-feira (8).