Com licença de instalação, aterro sanitário de Sidrolândia começa funcionar em 90 dias

Empresa tem o aval para iniciar a implantação da estrutura que em 90 dias estará em condições de receber lixo coletado na cidade.

Começará a ser erguido o galpão pré-moldado, onde funcionará o setor administrativo e as instalações sanitárias - Foto: Divulgação

A Elite Max Ambiental recebe nesta segunda-feira (14) do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a licença de instalação do aterro sanitário de Sidrolândia planejado para uma área de 16 hectares as margens da MS-162, saída para Quebra Coco. O projeto exige um investimento de R$ 2,5 milhões.

Depois de dois anos e seis meses de trâmite, a empresa tem o aval para iniciar a implantação da estrutura que em 90 dias estará em condições de receber as 30 toneladas de lixo coletadas diariamente na cidade que desde o final do mês de fevereiro estão sendo levadas para o aterro de Campo Grande.

A logística custa R$ 132.468,00 (R$ 157,70 a toneladas) e mais R$ 30.541,66 por mês pelo transporte, em duas viagens semanais, suficientes para levar 840 toneladas de lixo por mês. Com o descarte num aterro na cidade, o custo seria de R$ 90,00, em torno de R$ 72 mil por mês.

Nesta semana começa a colocação no futuro aterro de 10 mil metros de manta, que vai revestir a primeira das seis sessões em que o aterro foi dividido, evitando a poluição, com chorume, do lençol freático sob a cratera de hectares (aberta ao longo de 30 anos com a escavação para retirada de arenito). A manta custou R$ 200 mil e sua instalação deve custar mais R$ 18 mil. É feita de polietileno de alta densidade, texturizadas nas duas faces e com espessura de dois milímetros, as mantas protegem o solo que receberá os resíduos e evita a contaminação do lençol freático da região.

 

Na área do futuro aterro já foi instalada energia elétrica, perfurado um poço artesiano, começará a ser erguido o galpão pré-moldado, onde funcionará o setor administrativo e as instalações sanitárias. Também foi adquirida a balança ao custo de R$ 116 mil e a construção da base onde será colocado exigirá o desembolso de mais R$ 64 mil. Está programada a instalação de drenos.

A decomposição do lixo confinado nos aterros sanitários produz gases, entre eles o gás carbônico (CO2) e o metano (CH4), que é inflamável. O controle desses gases é realizado através de um adequado sistema de drenagem constituído por drenos verticais (Tubos Drenos perfurados revestidos com brita) colocados em diferentes pontos do aterro.