Vereadores evitam se manifestar após leitura do parecer prévio pela rejeição das contas de Daltro

Com a leitura, processo começa a tramitar e deve ser concluído em 5 sessões. Se o parecer for mantido, ex-prefeito fica inelegível.

Vereadores não quiseram se manifestar durante a sessão sobre o parecer do Tribunal de Contas - Foto: Marcos Tomé/Região News

Nenhum vereador, nem mesmo os três do PMDB, partido do ex-prefeito, quis se manifestar na sessão desta terça-feira (15) sobre o trâmite do processo de julgamento das contas referentes ao exercício de 2008 da gestão Daltro Fiuza, que tem parecer prévio do Tribunal de Contas pela rejeição.

Com a leitura do parecer, o processo começa a tramitar e terá de ser concluído em cinco sessões. Para derrubar a deliberação do Tribunal, serão necessários os votos de 10 dos 15 vereadores. Mantida, o ex-prefeito, fica inelegível, com base na lei da ficha limpa, para a eleição deste ano e a de 2020, quando será disputada a sucessão do prefeito Marcelo Ascoli.

A única manifestação, praticamente protocolar, foi do vereador Geosafá da Silva, do PMDB, que indagou a mesa diretora se o julgamento passaria pelo crivo da comissão de finanças e orçamento, do qual é presidente.

Mesmo os vereadores da base do Governo e os do PSDB, que teriam algum ganho político com a rejeição das contas de Daltro, que o afastará definitivamente da eleição de 2020, tiveram uma visível preocupação de tratar a questão como o máximo de descrição possível, uma forma de não se indispor com aqueles segmentos do eleitorado identificados com o ex-prefeito, saudosistas das sucessivas gestões.

Mesmo sendo o político mais influente da história de Sidrolândia, cidade que administrou por quatro mandatos (um deles de seis anos), Daltro parece não ter deixado muitos herdeiros políticos com disposição para defender seu legado e diante da iminência do seu afastamento definitivo da vida pública (por força de uma condenação por um órgão colegiado), assumirem sua defesa publicamente.

O vereador Jonas Rodrigues ensaiou uma articulação entre os colegas, mas preferiu não se manifestar publicamente. Há informações de que o ex-prefeito estaria se movimentando nos bastidores na expectativa de atrair o apoio de alguns vereadores.