Luiz Gustavo, o coadjuvante 'alemão' por trás do sucesso do Marselha

Um volante que viveu boa parte da carreira na Alemanha, país onde viveu por quase uma década.

Luiz Gustavo, durante partida do Olympique de Marselha pelo Francês 2017-18 - Foto: Getty Images

Luiz Gustavo, único campeão europeu do atual elenco do Olympique de Marselha, está longe do estereótipo do futebolista brasileiro, o da magia e criatividade, e se aproxima mais do modelo de jogador alemão: trabalhador, rigoroso e organizado.

“Toda minha carreira escutei que era o menos brasileiro dos brasileiros e não vou fingir o contrário”, disse em uma entrevista ao Jornal de Dimanche o atleta de 30 anos, um dos líderes do Marselha, que decidirá a Liga Europa com o Atlético de Madrid nesta quarta-feira, às 15h30 (de Brasília). A partida terá transmissão da ESPN Brasil e WatchESPN. 

Um volante que viveu boa parte da carreira na Alemanha, país onde viveu por quase uma década. Ele chegou ao Hoffenheim no meio de 2008 e brilhou na equipe, a ponto de chamar atenção e ser contratado pelo Bayern de Munique em janeiro de 2011.

Em dois anos e meio, foi uma peça importante no elenco que conquistou a tríplice coroa em 2012-13 (Uefa Champions League, Bundesliga e Copa da Alemanha). Logo na sequência, acertou com o Wolfsburg, o qual defendeu até a temporada passada.

“Sou ‘quadrado’, por isso a cultura alemã se encaixa em minha filosofia: trabalho, rigor, ordem. Incorporei e conservei muitas atitudes próprias dos alemães. Na verdade, eu tenho a nacionalidade alemã”, declarou.

Em sua primeira temporada na França, se firmou muito bem. Ele atuou em 33 das 37 partidas do Marselha no Francês (foi desfalque nas outras quatro por suspensão), fez cinco gols, deu duas assistências e foi incluído na seleção ideal da competição, pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais da França. Esteve em campo em todos os 14 compromissos da Liga Europa. Além disso, chegou a usar a braçadeira de capitão em algumas oportunidades e também foi improvisado na zaga em certas ocasiões.

O treinador da equipe, Rudi Garcia, aprecia tanto sua experiência como sua polivalência. Na final, a tendência que o brasileiro volte a atuar na defesa por conta do estado físico de Rolando.

Ainda que seu nome não tenha o mesmo protagonismo como os de Florian Thauvin ou Dmitri Payet, ele não deixa der ser muito importante.

“Luiz Gustavo, sem ser tão conhecido na França, apesar de sua trajetória, é uma referência da equipe. Nos dá equilíbrio defensivo e administra bem os tempos da partida”, afirmou o diretor esportivo do clube, Andoni Zubizarreta à EFE, em março.

“Não sou o estilo de brasileiro que sairá em plena temporada para ir ao Carnaval no Rio”, disse o Luiz Gustavo, que, com om sua disciplina e organização alemã, ajudou o Marselha a chegar à sua terceira final de Liga Europa – as outras foram em 1999 e 2004.

No Francês, a equipe está na quarta colocação, com 74 pontos, atrás de Lyon (75) e Monaco (77), e irá à última rodada brigando por uma vaga na Uefa Champions League, caso não conquiste a Liga Europa. Somente os três primeiros da Ligue 1 se garantem na principal competição de clubes do continente.