Grevistas não reconhecem acordo e mantém BR-060 bloqueada em Sidrolândia

Além dos três pontos bloqueios de Sidrolândia os caminhoneiros mantêm outros 35 pontos de interdição em rodovias federais.

- Foto: Marcos Tomé/Região News

Os caminhoneiros e transportadores que há cinco dias se mantém mobilizados em protesto contra os preços abusivos do óleo diesel, decidiram manter os dois pontos de bloqueio na BR-060 (saídas para Campo Grande e Maracaju) e na MS-162 (saída para Quebra Coco). Segundo o presidente da Cooperativa de Transporte, Jesusmar Volpe, o acordo anunciado pelo Governo Federal com alguns sindicatos, não atende os interesses da categoria.

Além dos três pontos bloqueios de Sidrolândia os caminhoneiros mantêm outros 35 pontos de interdição em rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Apenas em Guia Lopes da Laguna, o protesto foi desmobilizado.

Na BR-163, uma das mais movimentadas do Estado, há interdição em Mundo Novo (km 20), Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256, 266 e 281), Douradina (km 288), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462, 477 e 492), Bandeirantes (550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618), Rio Verde de Mato Grosso (678), Coxim (730) e Sonora (812 e 837). Na região de Sonora, o tráfego de veículos de passeio está livre.

Conforme a PRF (Polícia Rodoviária de Federal), é possível que durante o dia as lideranças que assinaram o acordo convençam parte dos caminhoneiros a deixar o movimento. Ontem, após sete horas de reunião, representantes do governo e entidades de caminhoneiros, anunciaram a suspensão, por 15 dias, das interdições nas rodovias do país.

Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.

O protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel provoca transtorno e desabastecimento de combustíveis e de vários produtos em Mato Grosso do Sul. A mobilização, que começou a repercutir no domingo (20), entrou no 5º dia nesta sexta-feira (25).

A categoria quer a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindica a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

Confira a reportagem sobre a manifestação:

Grevistas dizem que acordo não atende a classe e mantém bloqueio na BR-060

#COMPARTILHA: Caminhoneiros mantém vigilância nas rodovias que cortam Sidrolândia e mantimentos começam a faltar nos supermercados da cidade. Assista

Publicado por Regiao News em Sexta, 25 de maio de 2018