Presidente da FIEMS prevê paralisação das indústrias com a continuidade da greve

O cálculo é feito com base no ritmo de produção dos estabelecimentos industriais do Estado.

- Foto: Divulgação/Fiems

A greve dos caminhoneiros contra os sucessivos aumentos no valor do óleo diesel deve provocar a paralisação total das 6.201 indústrias de Mato Grosso do Sul a partir desta sexta-feira (25), acredita o presidente da Fiems, Sérgio Longen.

O cálculo é feito com base no ritmo de produção dos estabelecimentos industriais do Estado, que vem caindo desde que a greve começou, na segunda-feira (21/05).

“Nesta quinta-feira (24/05), cerca de 80% das indústrias já estão paradas em razão da falta de matéria-prima, que está represada nos caminhões. Se nesta sexta-feira essa matéria-prima não for liberada, 100% das indústrias vão parar. Vai parar total, postos de gasolinas, aeroportos”, afirmou Longen ao questionar a forma como os caminhoneiros prosseguem com a greve. 

Na avaliação do presidente da Fiems, a pauta é pertinente e se faz necessário que o Governo avalie a política de reajuste de preços dos combustíveis. “Não podemos ficar refém da Petrobras e, por isso, entendo o intuito da manifestação. Mas interromper a produção de setores que abastecem a sociedade, da forma como está sendo feito, não é correto e com isso não podemos concordar. Temos compromissos a serem cumpridos, as empresas estão parando, os produtores rurais estão jogando leite fora, por exemplo, os animais estão morrendo por falta da chegada de ração, ou seja, é um modelo de greve que traz prejuízo para muita gente e não podemos permitir isso no Brasil”, defendeu.