Assomasul fará novo levantamento, mas interior já sinaliza paralisar serviços

O município por enquanto tem as aulas confirmadas inclusive com o transporte de alunos da Zona Rural.

- Foto: Correio do Estado

A Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) deve fazer novo levantamento da situação dos municípios do interior afetados pela greve dos caminhoneiros que completa sete dias hoje. “Cada um vai resolver suas questões locais. A realidade é diferente”, explica o presidente da entidade, Pedro Arlei Caravina, prefeito de Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande.

O município por enquanto tem as aulas confirmadas inclusive com o transporte de alunos da Zona Rural. “Eu consigo manter até quarta-feira (30), inclusive com merenda,  pois temos estoque suficiente. Mas se a greve prorrogar, vamos ter que reavaliar a situação”, explica o prefeito.

Já alimentação das crianças nas creches, especialmente as que se alimentam prioritariamente com leite, está comprometida. “Temos apenas para esta segunda-feira (28), pra terça teremos que interromper a alimentação, pois não há mais leite disponível e não estamos recebendo”, afirmou Caravina.

Outro serviço suspenso no município é o transporte de pacientes para consultas e exames eletivos. “Só mantemos urgência e emergência, pois ainda temos diesel para esses casos. Os demais estão todos suspensos temporariamente até a situação normalizar. Os postos só tem diesel, estão sem gasolina e etanol”, disse o presidente da entidade que representa todos os prefeitos do Estado.

Ele prevê que caso a greve não termine os problemas poderão continuar e até piorar. “Todo o estoque, tanto de combustível quanto de alimento, é suficiente só para os próximos dois a três dias. Se prolongar a greve a situação ficará caótica”.

Em nota divulgada na sexta-feira (25), a Assomasul afirmou que o protesto já causou enorme prejuízo à população devido à falta de combustíveis e alimentos nos supermercados.

Levantamento da entidade apontava  suspensão do transporte escolar e problemas com a merenda destinada aos alunos da Reme (Rede Municipal de Ensino).

 A prefeitura de Água Clara, por exemplo, alega que está sem combustível, além de escassez de frutas e legumes, e a carne é suficiente apenas para a merenda de um dia.

A prefeitura de Alcinópolis não tem combustível e já paralisou as máquinas que executam obras e recuperação de estradas. A informação passada à Assomasul é que provavelmente amanhã as aulas sejam suspensas.

Em Anastácio as máquinas estão paradas por falta de óleo diesel e a previsão é que as aulas também sejam suspensas no começo desta semana. Em Bela Vista, o prefeito Reinaldo Miranda Benites informou que se a situação continuar como esta irá paralisar tudo amanhã.

Sem combustível e sem transporte escolar, o fornecimento da merenda escolar também está comprometida nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Camapuã.

A prefeitura de Caracol também anunciou que deverá suspender as aulas e paralisar “tudo” caso a situação não se normalize até o começo desta semana.

A assessoria da prefeitura de Deodápolis informou apenas que não há combustível. Outros municípios na mesma situação são Figueirão, Guia Lopes da Laguna, Naviraí, que está priorizando a área de saúde pública, Nioaque, Nova Andradina, Paraíso das Águas, Vicentina e Rio Brilhante que além da falta de combustível e merenda escolar, não tem sequer gás de cozinha.