Voluntários servem café da manhã, almoço e garantem até roupa limpa aos caminhoneiros

A equipe da cozinha é composta por pelo menos 12 pessoas. Eles se revezam entre uma atividade e outra.

Valdecir Carnevalli, durante almoço servido aos caminhoneiros - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Já entra para o sétimo dia a paralisação dos caminhoneiros as margens da rodovia BR-060, km 421. Na segunda-feira passada, dia 21, os caminhoneiros iniciaram de forma tímida a manifestação na saída para Campo Grande, em frente a borracharia do Sr. Felix Aresi. O movimento ganhou força no dia seguinte, terça-feira, quando resolveram iniciar o bloqueio da mesma rodovia na saída para Maracaju, no Auto Posto Martinelli.

Centenas de caminhoneiros transeuntes estão na paralisação. Eles esperam que o Governo Federal atenda as reinvindicações da classe e reduza os impostos sobre o combustível. Voluntários solidários a greve dão suporte ao grupo com alimentação, água e até roupa lavada; três mudas por pessoa.

Para o chef de cozinha, Valdecir Carnevalli, que também é vereador na cidade de Sidrolândia, a paralisação é pacifica e de causa justa. “Ganso”, como é conhecido, tem se desdobrado entre o restaurante, Casa Nova (de sua propriedade) e a cozinha improvisada por tendas as margens da rodovia onde estão sendo servidas as refeições aos manifestantes.

“Levanto cedo e venho pra cá. Por volta das 6h10 começamos a servir o café da manhã (pães, pingado, ovos, presunto e mussarela). Às 8h começamos a preparar o almoço, geralmente servido ao meio dia”, conta o vereador cozinheiro que passa voluntariamente praticamente o dia na manifestação.

“Ganso” revela que entre o almoço e a janta, é consumida uma vaca por dia. Os mantimentos são oriundos de doações do comércio, produtores rurais e até dos assentados. “Impressionante como as pessoas estão solidárias com esta causa que acaba sendo de todos”, conta Valdecir ao detalhar doações de pequenos agricultores: “Poncã, mandioca e frango caipira fazem parte do cardápio graças à agricultura familiar”, explica.

A equipe da cozinha é composta por pelo menos 12 pessoas. Eles se revezam entre uma atividade e outra. O médico dr. José Stefanello, é um dos voluntários. Um casal que pediu para não ter o nome revelado participa ativamente do movimento, levando inclusive para lavar em casa, algumas peças de roupas dos caminhoneiros que há semanas estão na estrada.

“As doações não param de chegar. Meio dia é servido o almoço com churrasco, frango assado, arroz, mandioca, linguiça, feijão e refringente à vontade. Houve dias em que até música ao vivo eles tiveram”, explica. A maior demonstração de que a sociedade sidrolandense é solidária o movimento grevista, foi à carreata na manhã do último sábado que reuniu mais de 500 veículos.