Esmagadora Rio Pardo consegue certificação para exportar e planeja triplicar produção

Após 10 anos de pesquisa, a empresa desenvolveu tecnologia de produção que garante alta concentração de proteína.

Empresário Osvaldo Aguiar (camisa branca) acompanhado da equipe; Thaís Coutinho (Supervisora de Qualidade), Erico Gonçalves (engenheiro), Fabiana Benites (Consultora Schutter), Dirceu Cavachioli (Gerente da Unidade), Mario Pamblona (Diretor Financeiro). - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A Rio Pardo Proteína Vegetal, esmagadora de soja focada na produção de farelo com alta concentração proteica, tem planos ousados de investimentos nos próximos meses para triplicar sua capacidade de produção e com isto, ampliar espaço no mercado internacional.

O diretor da empresa, Osvaldo Aguiar, recebeu a equipe de reportagem do RN em seu escritório. Acompanhado de técnicos e da direção local da empresa, revelou que projeta um investimento de R$ 50 milhões para ampliar de 120 para 600 toneladas dia a capacidade de esmagamento da indústria que conquistou certificação internacional de boas práticas – GMP (Good Manufacturing Practices).

Esta certificação era aguardada pela direção da empresa desde setembro do ano passado e demonstra que as práticas básicas de fabricação e os pré-requisitos necessários para a implementação de um programa eficaz de segurança do alimento, como a análise de perigos e pontos críticos de controle estão sendo seguidos; “requisitos obrigatórios amplamente reconhecidos nos meios de produção mundiais para qualquer processo de produção”, explica.

Empresário Osvaldo Aguiar

Segundo o empresário, o farelo de soja produzido pela unidade de Sidrolândia, possui alto teor de proteína com percentuais que superam 60%. “Esta certificação, atesta a qualidade do farelo e as práticas adequadas da produção”, argumenta. A Rio Pardo já tem contratos de exportação para diversos países, entre eles, a Dinamarca, Chile, Inglaterra e Honduras, Nicarágua, Guatemala .

Para chegar ao resultado proteico atual, a empresa investiu pesado no desenvolvimento tecnológico e de pesquisa ao longo dos últimos 10 anos para garantir produção com alta concentração de proteína após o primeiro processo do farelo. Enquanto no modelo convencional, a concentração de proteína fica em torno de 46%, neste formato diferencial, supera a 60%.

Osvaldo Aguiar explique que as técnicas adotadas reduzem os custos e o produto agrega valor em termos de produtividade. Segundo ele, o próximo passo agora é buscar patentear esta tecnologia. O farelo com alta concentração de proteína bruta tem diversos usos, principalmente na nutrição animal, com elevado grau de digestibilidade e reduzida presença de fatores anti-nutricionais. O produto pode ser utilizado com eficiência na produção de compostos para nutrição animal em geral, especialmente na aquicultura e suinocultura.