Líder do MDB no Senado, Simone Tebet prevê campanha eleitoral tranquila

A senadora acredita que é o projeto de Nação que está em jogo.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) - Foto: Agência Senado

Apesar do período turbulento diante da paralisação dos caminhoneiros com reflexo negativo e previsões negativas para as finanças públicas nas três esferas de governo, a líder do MDB do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) prevê tranquilidade durante a campanha eleitoral deste ano. 

Simone destaca a proximidade das eleições e reforça a responsabilidade de toda a classe política. Para ela, as eleições devem transcorrer em clima de normalidade para garantir a reconstrução do equilíbrio institucional. A senadora acredita que é o projeto de Nação que está em jogo. Ela reforçou a importância da estabilidade das instituições e o fortalecimento da democracia. 

“O que está em jogo é ter um Congresso Nacional responsável por garantir que em outubro tenhamos eleições e sejamos capazes de dialogar com todos num amplo pacto pela Nação”, disse. Ela ainda criticou o fato de o Brasil ser amplamente dependente do modal rodoviário por ter deixado de lado outras alternativas da matriz de transportes, como ferrovias e hidrovias.

“A greve foi capaz de parar o País ou quem parou o Brasil foi a política brasileira?”, criticou a senadora, ao comentar a crise provocada pela paralisação dos caminhoneiros em discurso no Plenário, na terça.

Ela afirmou que há um fosso entre o que pensa a sociedade e a classe política. “Não é o caminhoneiro ou o pedágio, são os altos impostos cobrados neste País por serviços públicos ineficientes. Não podemos esquecer que quem paga o combustível trafega por estradas sucateadas”, disse. Para Simone, as causas da crise são maiores do que as reivindicações dos caminhoneiros e os prejuízos ao País. 

“As causas da crise são bem mais profundas, a começar pela falta de legitimidade, não do presidente da República, mas - segundo a opinião pública - de todos nós (políticos). Ou nós nos unimos, deixando as diferenças ideológicas e questões partidárias de lado, ou vamos prejudicar a democracia”, disse.