Polícia Militar trabalhou durante todo o feriado até prender em Sidrolândia envolvidos em homicídio

Durante todo o feriado os policiais fizeram inúmeras diligências, estiveram na casa dos suspeitos, falaram com familiares e amigos

Motocicleta que era pilotada pela vítima - Foto: Reprodução

A localização e prisão em Sidrolândia por volta das 21 horas desta quinta-feira, na Avenida Aquidaban, entrada da cidade, de um dos envolvidos na morte de um rapaz e a tentativa de homicídio de outro em Campo Grande, culminou em um dia inteiro de trabalho intenso de investigação e busca de guarnições da Polícia Militar da Capital e Sidrolândia.

Durante todo o feriado os policiais fizeram inúmeras diligências, estiveram na casa dos suspeitos, falaram com familiares, amigos e até foram ao local do trabalho de um deles, Higor Lopes Ferreira, 20 anos, apontado como autor dos disparos que mataram Wictor Hugo Brunet na saída de uma festa no Portal Caiobá.

A mãe de Higor, Maria da Glória Garcia Lopes e um amigo que estava com ele, Pedro Martinez Filho, na primeira abordagem policial se negaram a dizer onde ele estava. Por volta do meio-dia, Dona Maria e a esposa de Higor, uma adolescente de 14 anos, foram aconselhadas a ficar no quartel da PM, diante dos rumores de que amigos do rapaz assassinado, que teria vínculo com facções criminosas, poderiam vingar o crime, matando familiares de Higor.

O ponto de partida da investigação foi o Kadett de placas CKB-0492, que Higor e seus amigos Pedro Martinez Filho e Christian da Silva Cratiu, atearam fogo após o incidente no qual morreu Wictor e saiu baleado Miguel Francisco Lopes. Higor e Christian moram em Sidrolândia.

Pelo número da placa os policiais chegaram ao suposto proprietário, de nome Hélvio. Ele comprovou ter vendido o carro há um mês para uma garagem e informou o endereço do novo proprietário, no Cascatinha. Lá a mulher do suspeito disse que até àquela hora, 9 horas de ontem, ele não havia voltado pra casa desde a noite anterior.

No trabalho ele também não apareceu. Na casa da mãe, o marido dela, informou que ela teria ido para Campo Grande com intenção de trazê-lo de volta. Teria ligado e informado à confusão que o rapaz tinha se envolvido na capital, havia matado um rapaz e ferido outro, mas em princípio se recuou a informar seu paradeiro.

Por volta do meio-dia dona Maria Glória voltou à cidade, quando, por medida de segurança, foi levada, para o quartel da PM. Lá a adolescente, acabou indicando o local onde Higor estaria à casa de um amigo dele, Cristhian, no Jardim Alfa. O rapaz admitiu que sabia onde o suspeito estava mas não pretendida entregá-lo por lealdade, “já que era sujeito homem”.

Por volta das 15 horas, dona Maria Glória, com medo que o filho pudesse ser morto em confronto com integrantes de facções que poderiam vingar a morte de Wictor, contou a Polícia onde o filho estava escondido em Campo Grande, na casa de um amigo, Pedro Martinez, que estava com ele na festa e o ajudou na fuga após o tiroteio. Na casa de Pedro, os policiais encontraram uma Saveiro com chassis adulterado, mas ele não estava lá. Só por volta das 19 horas, à mãe do rapaz resolveu indicar à Polícia onde o filho estava em companhia de Higor. 

Saveiro encontrada na casa da mãe de Pedro com chassis adulterado. Foto: Divulgação/PM

Ao chegar ao endereço onde Pedro estava, ele disse que o suspeito havia acabado de fugir em direção a Sidrolândia num Gol prata. Recebeu voz de prisão, por ocultação de crime e adulteração de veículo automotor (a Saveiro que estava na casa da mãe dele).

A informação foi repassada aos policiais de Sidrolândia que ficaram de campana na espera da chegada do Gol prata, de placa APA-7674. A abordagem foi feita por volta das 21 horas na Avenida Aquidaban e Higor foi preso. No veículo, que era dirigido por Rogério Pereira, os policiais encontraram o revólver calibre .38 usado no crime e na casa dele os policiais encontraram uma espingarda Winchester, um revólver calibre .32, além de farta munição.

Rogério e a esposa, Vanessa, que estava no carro que trouxe o suspeito para Sidrolândia, foram arrolados como testemunhas. Eles desconheciam o crime e teriam prestado um favor trazendo o mecânico.

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