Isac comanda, Brasil domina a Coreia e vence sem sustos na Liga das Nações

Central começa acelerado e, ao lado de Evandro e Lipe, leva seleção à vitória tranquila contra asiáticos em Goiânia. Equipe volta à quadra neste sábado, contra o Japão

Brasil Coreia do Sul vôlei - Foto: Divulgação/FIVB

O ritmo, de início, foi acelerado. Na vontade de fazer bonito diante da torcida, o Brasil quis se impor logo no começo. Ao ver que o rival não era assim dos mais temidos, acalmou os passos. Não precisou de muito, porém. Diante de uma frágil Coreia do Sul, a seleção contou com a inspiração de Isac, Evandro e Lipe para chegar a uma vitória tranquila na abertura da segunda semana da Liga das Nações. Em Goiânia, com um ótimo público, 3 sets a 0, parciais 25/21, 25/19 e 25/19.

O Brasil volta à quadra neste sábado para encarar o Japão, às 8h05. Vistos como azarões, os japoneses deram trabalho aos Estados Unidos no outro jogo desta sexta-feira. A equipe asiática chegou a vencer os dois primeiros sets, mas tomou a virada: 3 sets a 2, parciais 23/25, 13/25, 25/18, 25/20 e 15/10.

O jogo também contou com uma homenagem. Bebeto de Freitas, que morreu em março deste ano, teve sua história lembrada na Arena Goiânia. A Confederação Brasileira de vôlei deu uma réplica da medalha de prata da Olimpíada de Los Angeles, em 1984, ao filho do ex-treinador, Rico de Freitas.

Assim como nos jogos anteriores, Renan tentou rodar a equipe. Leozinho, jogador convidado para os treinos e que ganhou espaço no grupo de convocados, começou como titular. William, Isac, Eder, Lipe e Evandro completaram o sexteto que começou o jogo. Murilo foi o líbero.

Os centrais brasileiros combinaram bem no jogo. Isac e Evandro anotaram 12 pontos cada, sendo dois de bloqueio e dois de saque. Evandro anotou 10 pontos. Do lado coreano, Jae-Duck Seo e Kwang-In Jeon fizeram sete pontos cada.

Vitória sem sustos

O primeiro ponto até foi dos sul-coreanos. Mas o Brasil começou forte. Isac, principalmente. Com o placar em 5/2, o central já havia marcado três vezes (ataque, bloqueio e saque). Conhecido como o “Mágico” em seus tempos de levantador, o técnico Kim Ho-Chul não demorou a pedir tempo. Tentou arrumar a casa, mas não conseguiu. Logo, a vantagem brasileira já era de 12/6. Bem em todos os fundamentos, a seleção até cochilou lá pelo meio da parcial. Os coreanos, empolgados a cada ponto, chegavam a fazer uma dancinha sem jeito em quadra. Mas nada ameaçou o rumo brasileiro à vitória no primeiro set: 25/21.

A Coreia voltou melhor para o segundo set e causou algum problema para a defesa brasileira. Depois de abrir vantagem, porém, os asiáticos viram os donos da casa passarem à frente. Àquela altura, era um jogo morno. Com Evandro e Isac mais afiados, o Brasil sabia controlar o jogo. Fazia apenas o suficiente para se manter na dianteira. Com Seo Jae-Duck, principal arma ofensiva dos coreanos, no banco, os visitantes pouco conseguiram fazer. Em um erro de saque dos coreanos, 25/19 para o Brasil.

A Coreia quis se manter viva no terceiro set. Chegou, inclusive, a estar à frente no placar (9/8). Mas, quando fazia um mínimo de esforço, a seleção brasileira tinha o jogo em mãos. No fim, a seleção se impôs com tranquilidade: 25/19.