Donos de funerárias propõem mudanças no projeto e não mostram interesse por construir cemitério privado

O presidente do Sindicato, Gilvan Paes da Silva, pediu a exclusão dos capítulos que tratam do serviço funerário.

Presidente do Sindicato, Gilvan Paes da Silva - Foto: Vanderi Tomé/Região News

Representadas na audiência pública realizada segunda-feira à noite na Câmara, por dirigentes do Sindicato que representa o segmento, as funerárias de Sidrolândia criticaram vários dispositivos do projeto de regulamentação da atividade e do serviço de cemitério na cidade.

O presidente do Sindicato, Gilvan Paes da Silva, pediu simplesmente a exclusão dos capítulos que tratam do serviço funerário, que na sua avaliação não pode ser confundido com o de sepultamento. Ele não acredita que empresas funerárias venham mostrar interesse em assumir a construção de um novo cemitério, tendo como contrapartida, o direito de explorar o serviço.

O vice-presidente do Sindicato (Sindesf-MS), Arthur de Carli, pontuou alguns dos artigos da proposta que a seu ver vão encarecer o serviço prestado à população, além de gerar um passivo ambiental. Ele citou especificamente o capítulo 4º que torna obrigatório o embalsamento dos cadáveres que não forem sepultados 24 horas depois de óbito ou translados para cidade a mais de 250 km de Sidrolândia.

Vice-presidente do Sindicato, Arthur de Carli. Foto: Vanderi Tomé/Região News.

“Este é um procedimento (o embalsamento) que só é feito em circunstâncias especiais, quando o corpo está em outro estado ou outro país”. Se não seguir esta norma (a do embalsamento), a empresa estará sujeita a multa de R$ 895,00 (50 UFIS). Além do que precisará dispor de um médico patologista ou legista, para  supervisionar o procedimento.

A mesma multa será aplicada, caso a empresa não coloque invólucro na urna mortuária para evitar a contaminação do lençol freático por chorume. A utilização do invólucro custa R$ 200,00 e de acordo com o vice-presidente do Sindicato, esta contaminação não existe e no caso de exumação dos restos mortais, este invólucro se torna um passivo ambiental.

De Carli também considerou exagerada à regra fixada no projeto, ao estabelecer distância mínima de um metro entre os jazigos, o que reduziria em 30% o espaço disponível para sepulturas. Ele defendeu também a abertura de até três gavetas abaixo do solo.