Marun sugere que MDB retire pré-candidatura ao Palácio do Planalto

Marun afirmou que se houvesse bom senso, todos os políticos retirariam suas candidaturas.

- Foto: Conjuntura Online

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), sugeriu ontem durante em entrevista ao Canal Livre, da Band, a retirada da pré-candidatura do MDB à Presidência da República para dar espaço a um projeto que reúna consenso entre partidos de centro do país. Marun afirmou que se houvesse bom senso, todos os políticos retirariam suas candidaturas.

“Se tivéssemos um pouco de juízo, todos os partidos do centro do bom senso, inclusive o meu MDB, deveriam retirar as suas candidaturas e trabalhar um projeto e a partir disso, juntos escolher um candidato, porque é a única possibilidade de vitória que temos para o País”, disse. 

Por enquanto, o pré-candidato do MDB ao Palácio do Planalto é o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após o presidente Michel Temer, de quem Marun era seu maior cabo-eleitoral, declinou da ideia diante do elevado grau de impopuilaridade. Ao ser questionado qual nome seria o ideal para a Presidência, Marun alegou que a partir desse projeto de união partidária, sairia algum nome.

“Não sei de nome, vamos discutir um projeto, retira essa candidatura que não tem chance de ganhar. Quem acha que vai ganhar eleição de hipocrisia e de mentira está enganado. O centro está fragmentado, todos os candidatos são ruins”, avaliou.

PESQUISA

A mais recente pesquisa do DataPoder360, divulgada na terça-feira (5), indica que o ex-ministro Henrique Meirelles aparece com apenas 1% das intenções de voto. O pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro (RJ), lidera a disputa presidencial com apoio que varia de 21 a 25 por cento dependendo do cenário, tendo como rival mais próximo o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 12 por cento, enquanto os tucanos Geraldo Alckmin e João Doria têm empate técnico com 7 e 6 por cento, de acordo com pesquisa DataPoder360 divulgada na terça-feira (5).

Bolsonaro também vence todos os adversários nas simulações de segundo turno, com ao menos 10 pontos de vantagem contra todos os concorrentes. O deputado venceria a ex-ministra Marina Silva (Rede) por 35 a 25 por cento dos votos, derrotaria Ciro por 34 a 21 e também venceria o tucano Alckmin (31 a 20) e o petista Fernando Haddad (35 a 20), segundo levantamento feito por telefone – o que gera controvérsia entre os grandes institutos de pesquisa -, publicado no site Poder360.

O DataPoder360, divisão de pesquisas do portal de notícias Poder360, entrevistou 10.500 pessoas em 349 cidades das cinco regiões do país, de 25 a 31 de maio. O levantamento tem margem de erro de 1,8 ponto percentual, segundo o portal.

Na pesquisa, ex-prefeito de São Paulo João Doria, que atualmente postula ao governo paulista, foi testado pela primeira vez este ano em um levantamento sobre o Planalto, ante expectativas de setores do PSDB de que poderia ter resultado melhor que Alckmin, o pré-candidato oficial do partido, mas isso não se confirmou.

Em cenários separados, os dois tucanos ficaram em empate técnico, Doria com 6 por cento e Alckmin com 6 ou 7, dependendo do cenário, segundo o levantamento.

A pesquisa confirmou liderança de Bolsonaro no primeiro turno com ao menos 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, que foi o pedetisa Ciro Gomes nos três cenários pesquisados.

O levantamento não incluiu o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atualmente está preso condenado em 2ª instância no âmbito da operação Lava Jato, o que deve inviabilizar sua candidatura devido à Lei da Ficha Limpa. Em pesquisas que incluem seu nome, Lula tem aparecido na primeira colocação, à frente de Bolsonaro.

Incluído como representante do PT na disputa, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad recebeu entre 6 e 8 por cento de apoio, enquanto a ex-ministra Marina Silva ficou com entre 6 e 7 por cento.

O senador Álvaro Dias (Podemos) registrou apoio entre 5 e 6 por cento, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) ficou com 2 por cento e quatro candidatos ficaram com 1 por cento: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o empresário Flávio Rocha (PRB) e o ex-presidente Fernando Collor (PTC), além de Meirelles.