Risco de dengue, zika e chikungunya é realidade em 22% dos municípios

Os dados foram coletados entre janeiro e 15 de março de 2018.

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Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 22% dos municípios brasileiros (1153) apresentaram alto índice de presença do Aedes aegypti; e, portanto, estão com risco aumentado para surto de dengue, zika e chikungunya. Outros 2.069 municípios estão em alerta. Os dados foram coletados entre janeiro e 15 de março de 2018.

O LIRA (Levantamento Rápido de Índices por Aedes aegypti ) é feito periodicamente pela pasta e tem o objetivo de monitorar o Aedes para planejar ações de intervenção -- a meta é evitar surtos e alertar a população para o risco de doenças associadas ao mosquito.

Dentre as capitais, apenas três delas tiveram índice satisfatório: São Paulo (SP), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE), informa o Ministério da Saúde. Confira a lista completa de municípios, com a avaliação do risco de cada um deles.

AÇÕES E MEDIDAS

O secretário de Vigilância em Saúde Osnei Okumoto avalia que o levantamento reflete, em parte, um descuido da população em relação às medidas da prevenção e que a pasta planeja ações para diminuir o risco. Ele explica que o ministério investiu mais de R$ 1 bilhão em políticas de intervenção contra as arboviroses em 2017.

Em anos anteriores, diz ele, o país registrou diminuição no número de transmissão, tendo em vista o alerta em torno das anomalias influenciadas pelo zika.

LEVANTAMENTO

Segundo o Ministério da Saúde, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do Aedes aegypti, no entanto, os responsáveis informaram que Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Campo Grande (MS) não enviaram informações.

Segundo o LIRA, quinze capitais estão em alerta: Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Porto Velho (RO), Palmas (TO), Maceió (AL), Salvador (BA), Teresina (PI), Recife (PE), Brasília (DF), Vitória (ES), São Luis (MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Goiânia (GO).

Os municípios de Natal (RN) e Porto Alegre (RS) realizaram levantamento por armadilha.

ANÁLISE DE RISCO

Pesquisadores pegam uma amostra de domícilios em cada cidade para análise;
São avaliadas a quantidade de larvas de Aedes (antes do mosquito eclodir);
Em algumas cidades, são utilizadas armadilhas para pegar o mosquito mesmo (sem ser a larva);
Se mais de 4% dos imóveis apresentarem a larva ou o mosquito, há risco para surto;
Se o índice for abaixo de 1%, a taxa é considerada satisfatória;
Acima de 1% e abaixo de 4%, a cidade está em alerta para surto de dengue, zika e chikunguya.