Com licenciamento, em 15 dias cidade voltará a ter onde descartar entulho da construção

Promessa Compostagem obteve licença de operação para a usina que instalou na MS-162, saída para Quebra Coco.

Promessa Compostagem obteve licença de operação para a usina que instalou às margens da MS-162. - Fotos: Vanderi Tomé/Região News

Provavelmente na última semana deste mês, daqui 15 dias, depois de 18 meses, Sidrolândia voltará a ter um local apropriado para o descarte do entulho da construção civil, que vai gerar um custo extra de até R$ 90,00 por caçamba para os donos de construção.

Na semana passada, após um ano de tramitação na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, a Promessa Compostagem obteve licença de operação para a usina que instalou às margens da MS-162, saída para Quebra Coco, que terá capacidade para receber diariamente 10 caçambas, o equivalente a 50 metros cúbicos de material.

Já está pronta a estrutura da usina, com barracões, área de separação do entulho, instalação de máquinas para triturar o material que será transformando em cascalho usado em revestimento primário e pedra brita para construção civil.

Foram investidos aproximadamente R$ 1 milhão, incluindo a aquisição dos equipamentos de uma pedreira instalada em Jardim que foram trazidos para Sidrolândia. Os próximos dias serão dedicados ao treinamento do pessoal e também para definição do quanto à população pagará pela destinação final do entulho.

O valor atual de locação das caçambas, em torno de R$ 120,00, será acrescido de mais R$ 90,00, para cobrir os custos da usina, principalmente com o óleo diesel para o funcionamento dos equipamentos. Ainda não foi feito o rebaixamento da rede para que haja energia elétrica.

Será preciso também uma campanha educativa para conscientizar a população de que a usina não vai aceitar lixo doméstico, muito menos restos de galhos e tronco de árvores podadas, nem material inservível, como geladeiras, sofás e máquinas de lavar. Tudo que não for concreto, madeira ou ferro será rejeitado, incluindo embalagens de cimento, piso, tinta e gesso.

Desde dezembro de 2016, quando o lixão foi fechado para receber entulho da construção, centenas de proprietários foram multados em até R$ 143,44, por autuação, por não terem dado destino final ao resíduo gerado nas obras.

Desde então, as três empresas que atuam no segmento limitaram a prestação de serviço. Hoje só alugam caçambas para armazenamento de pedra e areia enquanto o serviço está em andamento. Antes disso, tiveram muito trabalho para descartar o entulho que tinham recolhido em seus pátios quando o lixão foi fechado.

A possibilidade de levar para descarte em aterros autorizados em Campo Grande foi descartada porque exigiria licenciamento ambiental do transporte e o custo seria muito alto.

Até chegar no estágio atual, licenciada para começar a operar, a usina enfrentou um longo processo burocrático de licenciamento que começou em janeiro de 2016, quando a empresa recebeu uma área de 3 hectares (junto ao local onde será construído o sanitário) para se instalar.

A licença de implantação foi dada pelo Governo do Estado que em junho do ano passado, delegou ao município poderes para conceder a licença de operação. O documento só foi concedido à Promessa Compostagem um ano depois, na semana passada.