Na véspera do encerramento da campanha, 2.219 crianças e idosos ainda não foram vacinados contra gripe

Público-alvo foi ampliado, com disponibilidade da vacina para crianças até 9 anos e pessoas entre 50 e 59 anos.

O último levantamento do Ministério da Saúde mostra que de um público de 10.129 pessoas, 7.937 (77,37%) já receberam a vacina. - Foto: Reprodução

Mesmo com a prorrogação por mais uma semana, dificilmente Sidrolândia atingirá a meta de vacinar 10.129 pessoas contra gripe. Na véspera do encerramento da campanha, que termina nesta sexta-feira (22), 2.292 pessoas do público alvo ainda não foram aos postos, basicamente idosos (971) e crianças (1.248), totalizando 2.219 pessoas, que parecem ser os grupos mais resistentes a imunização, desconfiados de possíveis reações a vacina. O último levantamento do Ministério da Saúde mostra que de um público de 10.129 pessoas, 7.937 (77,37%) já receberam a vacina.

Desde segunda-feira passada o público-alvo foi ampliado, com a disponibilidade da vacina para crianças até 9 anos (antes a faixa etária era restrita a crianças de seis meses a menos de 5 anos) e pessoas entre 50 e 59 anos, quando antes só era atendido quem tinha mais de 60 anos. Entre os idosos, de 3.707 esperados, receberam a dose, 2.736 e entre as crianças, de 3.189, 1.941(60,87%) foram aos postos. A população indígena está com 106% de cobertura: de 1.785 esperados, 1.901 já foram vacinados.

A escolha dos grupos prioritários para a vacinação contra a gripe segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Conforme o boletim de influenza do Ministério da Saúde até 16 de junho, foram registrados 3.122 casos em todo o país, com 535 óbitos. Do total, 1.885 casos e 351 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 635 casos e 97 óbitos.

Além disso, foram 278 registros de influenza B, com 31 óbitos e os outros 324 de influenza A não subtipado, com 56 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 1.301 casos e 219 óbitos por complicações relacionadas à gripe.

Entre as mortes em decorrência dos vírus da influenza, a mediana da idade foi de 54 anos. A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,26% para cada 100.000 habitantes. Dos 535 indivíduos que foram a óbito por influenza, 393 (73,5%) apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação, com destaque para adultos maiores de 60 anos: cardiopatas, diabetes mellitus e pneumopatas. Esse público é considerado de risco para a doença, por isso a vacina contra a gripe é garantida gratuitamente no Sistema Único de Saúde.