Com 2ª maior produção do Estado, Sidrolândia inicia colheita de urucum que pode render R$ 7 mil por hectare

Nesta safra a expectativa é a colheita de 20 toneladas, gerando uma movimentação econômica bruta de R$ 160 mil.

A cada ano a produtividade do urucum aumenta, chega a 7 quilos quando a planta atinge cinco anos - Foto: Divulgação

Começou nesta quinta-feira (21) a colheita de urucum, uma nova atividade nos assentamentos que na primeira colheita (após um ano de plantio), com produtividade média de 0,5 quilo por planta, pode render R$ 7 mil anuais por hectare aos pequenos produtores. No Alambari Fetagri, a colheita, limpeza e o trabalho de embalagem são feitos de forma coletiva pelos seis assentados que plantaram 16 hectares da cultura.

Os 100 assentados  de Sidrolândia que estão se dedicando a cultura têm projeto ambicioso que depende do apoio do poder público para ser levado adiante. Segundo dona Marlene Biel, que há três anos descobriu a cultura como alternativa viável e desde então se dedica a sua expansão no município, o urucum precisa ser reconhecido como atividade típica da agricultura familiar sidrolandense e com isto, os produtores poderão elaborar projetos e buscar financiamento de linhas de crédito do Pronaf.

A cada ano a produtividade do urucum aumenta, chega a 7 quilos quando a planta atinge cinco anos. Nesta safra a expectativa é a colheita das já mecionadas 20 toneladas, gerando uma movimentação econômica bruta de R$ 160 mil, tendo como referência R$ 8,00 o quilo.

 

Em menos de três anos, o município assumiu a segunda posição da cultura, superando Nova Alvorada do Sul e Ivinhema, líder no ranking estadual, que tem 250 mil pés plantados, das quais 30 mil já estão produzindo. Sidrolândia já tem 185 mil pés plantados, dos quais 30 mil estão em condições de produção. Essas lavouras estão distribuídas entre 151 assentados, ocupando 200 hectares. A expectativa é que sejam colhidas 50 toneladas até o final de julho. No mês de dezembro ocorre a safrinha, quando a produtividade média das árvores é 40% menor.

O urucum tem mercado garantido, a Urucum Brasil, indústria com sede em Monte Castelo, interior paulista, que paga em torno de R$ 7,00 por quilo, fornece a embalagem e vem pegar a produção no entreposto improvisado no lote 151 do Alambari Fetagri, pertencente a dona Marlene Biel. Ela há três anos descobriu a cultura como alternativa mais rentável e desde então tem se dedicado a expandir a lavoura.

Quase metade dos 10 hectares da sua parcela, 4,5 hectares, estão plantados com árvore cujo fruto é usado na culinária, como condimento e corante de produtos como margarina; na indústria cosmética (produção de batom); medicamento fitoterápico. A produtora tem um viveiro para produção de mudas (vendidas a R$ 0,50) que neste ano deve produzir 30 mil mudas. Na propriedade 1.200 árvores estão em idade de produção.

Um dos primeiros assentados a acreditar no urucum em Sidrolândia foi José Nini, do Eldorado sede, que ano passado teve uma renda bruta de R$ 58 mil, com a venda de 8 toneladas que colheu em 1.500 pés da planta e nesta safra espera atingir 10 toneladas. Ele já tem uma lavoura de 25 mil pés de urucum.

Os quase 190 hectares cultivados com urucum estão distribuídas no Assentamento Nazaré (40 hectares); Alambari Fetagri (16 hectares); Alambari CUT (10 ha); MST/Che Guevara (35 hectares); Eldorado FAF (30 ha); Bafo da Onça (7 ha); Capão Bonito (7 ha); Estrela (6 hectares) e Barra Nova (6 hectares).