Rapaz condenado por bater na mãe acaba preso quando vendia droga

Foguinho, como é conhecido garantiu que desconhecia haver droga em carteira e dinheiro, alegou ter sido doação.

André Luiz Braga, 18 anos pouco antes de ser preso pela PM - Foto: Região News

A Polícia Militar prendeu ontem, quinta-feira (21), na hora do almoço, André Luiz Braga, 18 anos, suspeito de estar vendendo droga num terreno baldio na Rua Lauro Muller, perto de onde mora. André, que tinha na carteira uma “paradinha” de pasta base, estava com mandado de prisão em aberto, já que no mês de maio passado, foi condenado por violência doméstica, em que a vítima foi a mãe dele, Rose Laura de Castro.

Foguinho, como é conhecido, chegou a ter sua prisão preventiva decretada, mas a medida foi revogada pelo juiz Atílio Cesar de Oliveira. O magistrado o condenou a um ano de detenção (pena a ser cumprida em regime aberto) e 15 dias de prisão simples, além de ser obrigado a cumprir medida protetiva: manter-se afastado da sua mãe, sob pena de voltar à prisão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, em 24 de fevereiro, desrespeitando a medida protetiva determinada pela Justiça, invadiu a casa da mãe, a agrediu com um soco na cabeça e ameaçou voltar para matá-la. A própria vítima denunciou filho à Polícia, admitindo ser o filho usuário de drogas. 

A prisão de ontem

Uma guarnição foi acionada ontem por volta das 12h30 por moradores da região, que denunciaram a presença de um rapaz vendendo droga num terreno baldio na Rua Lauro Muller. Antes de chegar ao local, os policiais abordaram Joelson José Jardim 24 anos, que estava na Rua Afonso Pena. Ele admitiu ser usuário e levava no bolso da calça, uma porção de pasta, que ele disse ter comprado de André e pagou R$ 5,00.

No local, onde supostamente estava havendo venda de droga, os policiais encontraram André Luiz e com ele não encontraram nada. Entretanto, sobre um banco de madeira que há na área, havia uma carteira com R$ 67,50 e uma “paradinha” de pasta base. Ele garantiu que desconhecia haver droga na sua carteira e o dinheiro, alegou ter recebido em doação de uma missionária religiosa.