Usina começa funcionar nesta segunda e descarte de entulho terá um custo extra de R$ 125,00

Os caçambeiros foram orientados a tirar das caçambas e deixar na própria obra, lixo doméstico, restos de galhos e tronco de árvores podadas, nem material inservível.

Usina começa funcionar nesta segunda e descarte de entulho terá um custo extra de R$ 125,00 - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A partir desta segunda-feira (25) começa a funcionar a usina que vai receber e dar destinação final aos entulhos da construção civil. Haverá um custo extra de R$ 125,00, que somado ao preço de locação da caçamba (R$ 150,00), vai gerar uma despesa de R$ 275,00, para descartar 5 metros cúbicos de entulho. Este aumento de 83% será repassado para quem contratar as empresas de caçambas.

Na semana passada os representantes das empresas que locam caçambas se reuniram com os donos da Promessa Compostagem, responsável pela usina. Eles prestaram explicações sobre o tipo de material que será aceito e definiram em R$ 25,00, por metro cúbico, o custo de descarte final dos entulhos. Numa caçamba com capacidade para quatro metros, esta taxa será de R$ 100,00 e na maior, de cinco metros, R$ 125,00.

Há três semanas, após um ano de tramitação na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, a empresa conseguiu a licença de operação para a usina que se instalou às margens da MS-162, saída para Quebra Coco e terá capacidade para receber diariamente 10 caçambas, o equivalente a 50 metros cúbicos de material.

Foi feito um investimento de R$ 1 milhão para implantar a estrutura da usina, com barracões, área de separação do entulho, instalação de máquinas para triturar o material que será transformado em cascalho usado em revestimento primário e pedra brita para construção civil.

Os caçambeiros foram orientados a tirar das caçambas e deixar na própria obra, lixo doméstico, restos de galhos e tronco de árvores podadas, nem material inservível, como geladeiras, sofás e máquinas de lavar. Tudo que não for concreto, madeira ou ferro será rejeitado, incluindo embalagens de cimento, piso, tinta e gesso.

Desde dezembro de 2016, quando o lixão foi fechado para receber entulho da construção, centenas de proprietários foram multados em até R$ 143,44, por autuação, por não terem dado destino final ao resíduo gerado nas obras. Desde então, as três empresas que atuam no segmento limitaram a prestação de serviço. Hoje só alugam caçambas para armazenamento de pedra e areia enquanto o serviço está em andamento. Antes disso, tiveram muito trabalho para descartar o entulho que tinham recolhido em seus pátios quando o lixão foi fechado.