Queda do emprego e renda rebaixa de 6º para o 32º lugar, posição de Sidrolândia no índice de desenvolvimento

O resultado é baseado em médias de três áreas de estudo – Emprego e Renda, Educação e Saúde.

Queda do emprego e renda rebaixa de 6º para o 32º lugar, posição de Sidrolândia no índice de desenvolvimento - Foto: Vanderi Tomé/Região News

A queda na abertura de novos empregos com carteira assinada, combinada com redução da renda média do trabalhador, comprometeram drasticamente o desempenho de Sidrolândia que caiu do 13º lugar em 2008, para 58º lugar no ranking do IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), divulgado anualmente pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) que abrange todos os municípios brasileiros. O resultado é baseado em médias de três áreas de estudo – Emprego e Renda, Educação e Saúde.

Embora seja detentora do 13º PIB (Produto Interno Bruto) entre as 79 cidades sul-mato-grossenses; tenha a 3º maior polo de produção de soja e milho; maior frigorífico de frango (que abate 190 mil animais por dia), num período de 8 anos, o IFDM de emprego e renda da cidade caiu 50,33%, baixando de 0,8186 (6º melhor índice estadual) em 2008, quando fechou o ano com geração de 680 novos empregos, para 0,5447 (32ª posição no ranking estadual) em 2016, período marcado pela redução de 73 empregos com carteira assinada.

Sidrolândia atingiu o IFDM geral de 0,65992, redução de 9,57% sobre o de 2008, quando alcançou 0,7223. Na educação está em 38º lugar, com 0,7627, melhora no desempenho na comparação com 2008, quando o índice foi de 0,6881 (posição 32). Na saúde, tem apenas a 69º posição no Estado (0,6703), enquanto a há 10 anos, garantiu 0,6803 (48º lugar).

Como é feita a pesquisa

As notas variam de 0 a 1 – quando maior, mais desenvolvida é a cidade. Cada item tem sub-avaliações, que envolvem desde a geração de emprego formal aos índices de abandono do Ensino Fundamental e número de óbitos infantis por causas evitáveis.

Notas de 0,0 a 0,4 são tratadas como baixo estágio; 0,4 a 0,6 representam desenvolvimento médio; 0,6 a 0,8 desenvolvimento moderado e 0,8 e 1,0 alto estágio de desenvolvimento.

Conforme o estudo, a cidade do Estado com melhor nota é São Gabriel do Oeste com média 0,8401. Primeira em Mato Grosso do Sul, ela é a 126ª no ranking nacional. Na sequência, no Estado, aparecem Três Lagoas (0,8210, 234ª no ranking nacional), Rio Brilhante (0,8189, 257ª), Campo Grande (0,8145m, 299ª), Dourados (0,8101, 340ª), Naviraí (0,8027, 403ª) e Chapadão do Sul (0,8015, 415ª), que ainda atingiram quociente de alto estágio de desenvolvimento.

Selvíria (0,7962, 475ª colocada nacional), Água Clara (0,7948, 490ª) e Costa Rica (0,7942, 499ª), com índices de desenvolvimento moderado.

No outro extremo do ranking, as cidades com as piores notas do Estado aparecem com notas que as colocam em desenvolvimento médio: Tacuru é a última colocada, com nota 0,5022 (a 5.186ª do Brasil). O grupo ainda conta com Paranhos (0,5584), Sete Quedas (0,5597), Japorã (0,5684), Coronel Sapucaia (0,5829), Eldorado (0,5879) e Antônio João (0,5989).

Setorizado – Setor apontado como o mais sensível à crise que atingiu em cheio a economia brasileira a partir de 2014, a geração de emprego colocou algumas cidades do Estado em lugar privilegiado nacionalmente. Selvíria e Água Clara, por exemplo, figuram em 5º e 11º lugar no quesito Emprego e Renda, com notas de 0,882 e 0,7925, respectivamente.

Dourados aparece na 30ª posição nacional, com Três Lagoas em 65º e São Gabriel do Oeste na 67ª colocação.

Rochedo chama a atenção, por aparecer em sexto lugar no Estado e na 85ª posição nacional, à frente de Campo Grande (138ª no Brasil), Rio Brilhante (159ª), Angélica (252ª) e Caarapó (278ª).

Nas duas outras áreas, porém, as administrações municipais sul-mato-grossenses deixaram a desejar. Na Saúde, Vicentina aparece como a melhor colocada no Estado e a 68ª do Brasil (a segunda em Mato Grosso do Sul é Rio Brilhante, 202ª no Brasil).

Campo Grande, por sua vez, aparece em 9º na Saúde em Mato Grosso do Sul (é a 758ª do Brasil) e em 11º no Estado em Educação (apenas a 1.185ª nacional).

Histórico do índice de emprego e renda de Sidrolândia

2005 - 0,6883

2006 - 0,7691

2007 - 0,7248

2008 - 0,81186 (6º índice estadual)

2009 – 0.7429 (14º)

2010 – 0,6744 (21º)

2011- 0,6629 (24º)

2012 – 0,6505 (31º)

2013 – 0,4522(69º)

2014 - 0,4751 (62º)

2015 – 0,4470 (53º)

2016 - 0,5447 (32º)