Em cerimônia com Temer, Banco do Brasil anuncia financiamentos de R$ 103 bilhões para a safra 2018-2019

De acordo com o Banco do Brasil, houve redução nas taxas de juros para a próxima safra.

O presidente Michel Temer fez um discurso durante o anúncio do Plano Safra do Banco do Brasil - Foto: Alan Santos/PR

O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira (4) que vai destinar R$ 103 bilhões em financiamentos para a safra 2018-2019. Dos recursos, conforme o banco, R$ 11,5 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia do agronegócio e R$ 91,5 bilhões serão emprestados a produtores e cooperativas.

Os valores foram anunciados durante evento na sede do Banco do Brasil, em Brasília, com as presenças do presidente Michel Temer, do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e do presidente do banco, Paulo Caffarelli.

"A nossa safra, que nós estamos hoje anunciando aqui, que é uma derivação da safra anunciada pelo governo recentemente, nós estamos colocando à disposição dos produtores brasileiros, dos agricultores, R$ 103 bilhões", afirmou Caffarelli em discurso.

Em junho, o governo federal anunciou a liberação de R$ 194,3 bilhões para o médio e grande produtor e de R$ 31 bilhões para agricultura familiar na safra 2018-2019.

De acordo com Cafarelli, o valor de R$ 103 bilhões anunciado nesta quarta é superior ao desembolso do Banco do Brasil na safra passada. "Isso [os R$ 103 bilhões] significa 21% a mais do que foi o desembolso do Banco do Brasil na safra 2017-2018, que foi de R$ 85 bilhões", disse o presidente do banco.

Segundo o Banco do Brasil, dos recursos destinados na safra 2018-2019 para produtores e cooperativas, R$ 72,8 bilhões irão para operações de custeio e comercialização e R$ 18,7 bilhões para créditos de investimento agropecuário.

Somente no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Banco do Brasil projeta aplicar R$ 13,1 bilhões, com taxas de juros que variam entre 2,5% e 4,6% ao ano.

Conforme o Banco do Brasil, houve redução de até 1,5% nas taxas de juros do crédito rural para as linhas de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial.

Em discurso durante a cerimônia no Banco do Brasil, o presidente Michel Temer destacou a importância do agronegócio na geração de empregos e na retomada da economia do país.

"O principal tópico da responsabilidade social está na geração de empregos e a agricultura brasileira gera muito emprego", disse Temer.

O presidente afirmou que o agronegócio ajudou a puxar o Produto Interno Bruto (PIB) do país, que registrou alta de 1% em 2017, após dois anos de retração. Temer ainda mencionou que a alta do PIB em 2018 poderá ficar abaixo do previsto anteriormente.

"Quando entrei no governo, o PIB anterior era de -3,6%. Logo no primeiro ano, nós fomos a 1% e agora, era 3% no começo, agora 2% por aí, em torno das dificuldades naturais que temos passado", disse Temer.

Ao final do discurso, Temer se apresentou como "regente" da "orquestra do governo", que, segundo ele, é uma "equipe muito entrosada". "Aqui nós cuidamos coletivamente do governo. Eu sou o regente da orquestra, mas a orquestra não desafina", afirmou.