Lado a lado, Trump e Putin voltam a negar ingerência da Rússia nas últimas eleições dos EUA

Os dois líderes fizeram as declarações em uma entrevista coletiva conjunta, após uma reunião de cerca de duas horas em Helsinque, na Finlândia.

- Foto: Steffen Kugler/Courtesy of Bundesregierung/Handout/Reuters

Os presidentes russo Vladimir Putin e americano Donald Trump voltaram a negar nesta segunda-feira (16) que tenha havido uma interferência da Rússia nas últimas eleições dos Estados Unidos, nas quais Trump foi eleito presidente. Os dois líderes fizeram as declarações em uma entrevista coletiva conjunta, após uma reunião de cerca de duas horas em Helsinque, na Finlândia.
Nos EUA, a suposta ingerência russa é tema de investigação. Na última sexta-feira, o Departamento de Justiça dos indiciou 12 russos por conspiração por hackear o comitê do Partido Democrata durante as eleições.
O presidente russo disse que, se houver um pedido formal da investigação do suposto conluio eleitoral para questionar suspeitos, ele será atendido pelas autoridades russas. Mas afirmou que, em contrapartida, quer interrogar agentes americanos suspeitos de "atos ilegais" contra a Rússia.
Segundo Putin, a Rússia suspeita que agentes da inteligência americana estiveram envolvidos em canalizar US$ 400 milhões de um empresário para a campanha eleitoral de Hillary Clinton, candidata que concorreu contra Trump.
O presidente americano também negou qualquer ingerência russa. Segundo ele, esse tema foi discutido em boa parte do encontro.
O americano afirmou que fez uma brilhante campanha, venceu a democrata Hillary Clinton com facilidade e "por isso é presidente".
Diálogo construtivo
Na coletiva, Putin disse que a conversa desta segunda tem a intenção de restaurar a confiança na relação entre Estados Unidos e Rússia. Para Trump, o "diálogo construtivo" entre os dois países abre novos caminhos para a paz. Mais cedo, o presidente americano disse que o encontro foi "um bom começo".