Estiagem aumenta número de pacientes na UPA com problemas respiratórios

Os profissionais de saúde avaliam que a combinação de calor e tempo seco, criam o ambiente propicio para o aparecimento de doenças.

Leonilson Pereira Fernandes chegou na UPA com dores no peito e falta de ar - Foto: Marcos Tomé/Região News

O principal termômetro do impacto da estiagem na saúde da população sidrolandense é registrado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Nestes mais de 50 dias de seca aumentou o número de pacientes que diariamente procuram a unidade com problemas respiratórios.

Eles chegaram com falta de ar, dor no peito, alguns com sintomas de doenças mais graves, como pneumonia. Embora, crianças e idosos sejam os mais expostos aos efeitos da baixa umidade do ar, alguns jovens também estão enfrentando problemas de saúde em decorrência das condições meteorológicas.

No início da noite deste domingo, por exemplo, a reportagem do RN acompanhou a chegada na UPA de um rapaz de 19 anos, com fatiga, dificuldades respiratórias e dor no peito. Leonilson Pereira Fernandes, funcionário de um aviário, teve os primeiros sintomas no sábado. Resolveu procurar a UPA com o agravamento do seu estado.

Os profissionais de saúde avaliam que a combinação de calor e tempo seco, que deixa a umidade relativa do ar baixa, criam o ambiente propicio para o aparecimento de alergias e doenças respiratórias como rinites, tosses, pneumonia e bronquite. Para amenizar os efeitos da falta de chuva os pneumologistas recomendam que se consuma muita água.

Como todo o sistema respiratório é interligado, hidratar o nariz também é importante, com a utilização de soro. É  recomendável também manter ambientes o menos seco possível, com o uso de umidificador. Porém é preciso utilizá-lo de maneira correta para que o efeito não seja o contrário ao desejado.

Há necessidade de trocar sempre a água do equipamento, não usar água de um dia para o outro, pois pode dispersar germes no ambiente; deixar ventilar ar, se não pode mofar as paredes e gerar fungos; colocar a distância de um metro da cabeceira da cama e da parede e não tão próximo às cortinas por causa do risco de incêndios.

Outas dicas incluem lavar sempre as mãos; manter os locais abertos com ventilação,  colocar as cobertas e pijamas no sol diariamente. Isso evita a propagação de vírus e o acúmulo dos ácaros.