Campanha começa dia 16 e horário eleitoral dia 31; coligação do PSDB terá mais de 40%

A propaganda eleitoral gratuita para Governo, Senado e Assembleiavai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras.

Reinaldo Azambuja, Simone Tebet, Humberto Amaducci, Odilon de Oliveira e Marcelo Bluma - Fotos: Marcos Tomé/Região News/Reprodução/Top Mídia News/Marcos Tomé/Divulgação

A campanha eleitoral vai estar oficialmente nas ruas a partir do próximo dia 16, enquanto a propaganda no rádio e tv, começa dia 31. Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas pelas projeções do banco BTG Pactual, a pedido da imprensa nacional, permitem ilustrar como deve ficar a distribuição de tempo. 

A propaganda eleitoral gratuita para governo do Estado, Senado e Assembleia Legislativa vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras. Os candidatos a governador terão 10 minutos em cada bloco – igual tempo dos concorrentes a deputado estadual, ao passo que os pleiteantes ao Senado partilharão 5 minutos. 

Dos 10 minutos para propaganda ao governo, a coligação de Reinaldo Azambuja deve ter 4 minutos e 22 segundos aproximadamente, o equivalente a 43,7% do tempo – graças às bancadas do PSDB, PP, PSD, PSB, PTB e DEM, que estão entre as maiores da Câmara. 

PPS, Pros, SD, PMB, Patri, Avante, PSL e PMN também integram a chapa tucana e, embora juntos tenham peso consideráveis no tempo de rádio e TV, tal influência só aparece na propaganda proporcional. 

O segundo maior tempo caberá a Simone Tebet (MDB), com 26,4% do tempo diário ou por volta de 2min38s. Além do MDB, segunda maior bancada da Câmara, ajudaram na formação do tempo o PR, sétima bancada do parlamento, e o PSC (13ª). PTC, PHS, PRTB, DC e PRP completam a chapa. 

Em 2014, o PT elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, sendo assim o partido com maior tempo proporcional na propaganda eleitoral gratuita. Em Mato Grosso do Sul, o partido disputará a eleição em chapa pura, tendo direito a 1min23 do tempo de rádio e TV para a campanha ao governo de Humberto Amaducci. 

Os petistas terão alguns segundos a mais que Odilon de Oliveira (PDT), cuja distribuição de tempo nesses critérios lhe direciona cerca de um minuto por bloco. PRB e PDT, com bancadas equivalentes, foram os principais contribuintes no tempo da chapa (que ainda tem o Podemos). 

A coligação entre PV, Rede e PC do B vai conferir a Marcelo Bluma 27 segundos, aproximadamente, de tempo de rádio e TV para expor suas ideias. O tempo é superior apenas ao do Psol, que, pelas regras, terá cerca de 7 segundos para que o advogado João Alfredo exponha suas ideias. 

Critério 

O tempo de cada partido é definido a partir de dois critérios: 10% é partilhado igualmente entre todas as agremiações que disputam as eleições; ao passo que os 90% restantes são partilhados conforme o resultado da eleição anterior para a Câmara Federal. 

Este tempo também é dividido de formas diferentes em relação ao cargo em disputa. Nas eleições majoritárias (Presidência da República, governos estaduais e Senado), ele é rateado a partir da soma do número de representantes dos seis maiores partidos políticos da coligação. Nas proporcionais, é a soma de todos os partidos da chapa. 

A propaganda eleitoral gratuita ocupará dois blocos diários nas grades de programação, totalizando 25 minutos, além de 70 minutos diários diluídos na programação, das 5h às 24h, em blocos de 30 a 60 segundos, “a critério do respectivo partido político ou coligação”.