Com mudança na Lei Orgânica, Câmara elege dia 18 de setembro nova Mesa Diretora

Definida a antecipação da disputa, os próximos dias serão de muita movimentação de bastidores para a formatação da chapa

Vereador Carlos Henrique Olindo, autor do projeto que altera a Lei Orgânica e o regimento interno da Câmara - Foto: Marcos Tomé/Região News

Os vereadores aprovaram por unanimidade na sessão ordinária desta terça-feira (14), emenda a Lei Orgânica do Municipal e a mudança no regimento interno da Câmara, que antecipa de dezembro para a terceira sessão ordinária do mês de setembro a eleição da Mesa Diretora que neste ano será dia 18. O futuro presidente vai administrar o Legislativo no biênio 2019/2020.

Os dois projetos foram apresentados há uma semana, com o aval de 11 dos 15 vereadores. Teve uma tramitação rápida nas comissões e diante do amplo apoio dentro da Casa, levado à votação, contou com voto favorável dos 4 vereadores (Edno Ribas, Otacir Figueiredo, Kennedi Forgiarini) e do próprio presidente Jean Nazareth, que inicialmente não foram signatários da proposta.

Definida a antecipação da disputa, os próximos dias serão de muita movimentação de bastidores para a formatação da chapa, provavelmente única. Em princípio o vereador Carlos Henrique, que vem articulando sua candidatura já há algum tempo, aparece como favorito para ser o futuro presidente.

“Até aqui me parece que ele é o único vereador que tem manifestado aos colegas sua pretensão”, admite Carlos Tadeu, do MDB, muito embora ele ainda prefira uma posição cautelosa. “Por experiência própria, sei que eleição da Câmara só se resolve no dia e muitas vezes em cima da hora”, avalia.

Tadeu lembrou que em dois momentos de sua trajetória politica (no atual mandato e no que exerceu de 2012 a 2016), esteve na iminência de ser  presidente, mas na última hora, acabou com uma posição secundária na Mesa Diretora. O presidente da Câmara, Jean Nazareth, também  tem esta percepção, de que Carlos Henrique, aparece com mais chances de ser presidente.

“Todos tem o mesmo direito e condições de pleitear o cargo”, justifica o presidente que desistiu da disputa para que haja consenso entre os colegas de parlamento e deixa um alerta; “Nas duas vezes que fui presidente, meu nome só se consolidou no dia da eleição. Carlos Henrique reúne todas as condições, mas política é uma caixa de surpresa. Já conversamos e vejo que se for o nome de consenso, terá meu voto”, finaliza.