No dia ‘D’, 680 crianças foram vacinadas e cobertura chega a 33,43%

O público-alvo da campanha que vai até dia 30, é formado por 2.880 crianças de até cinco anos de idade.

Dia D ocorreu no último sábado em todo o país - Foto: Divulgação Semus

O “D” da campanha nacional de vacinação contra sarampo e poliomielite, aumentou em 75% o nível de cobertura, que chega a 33,43%, ainda assim, abaixo da meta do Ministério da Saúde que é vacinar 95% do público-alvo. No sábado, quando os postos ficaram o dia inteiro abertos para receber as crianças, foram aplicadas 680 doses, ampliando de 220 para 900 crianças imunizadas. O público-alvo da campanha que vai até dia 30, é formado por 2.880 crianças de até cinco anos de idade. 

Na faixa etária de um ano de idade, o número de crianças vacinadas pulou de 53 para 220 vacinadas contra pólio e 216 contra sarampo, num universo de 658 que precisam ser imunizadas. Na população infantil de dois anos, a cobertura vacinal chega a 27,16% depois do dia “D”, com o aumento do número de doses aplicadas que subiu de 45 para 205 (pólio) e 204 (contra sarampo) num público de 751 crianças.  

Entre as crianças de três anos (729) o número de vacinados aumentou de 48 para 225. Já entre as que tem 4 anos e menos de 5, 34,36% já foram vacinadas numa população de 722 crianças. O número de doses administradas passou de 51 para 250.   

Contra a poliomielite está sendo utilizada a vacina oral (gotinha) em crianças que já tenham recebido uma ou mais doses de VIP (vacina inativada poliomielite) ou VOP, independente do intervalo entre a dose da rotina e a ser administrada na Campanha. 

Já contra o sarampo é aplicada a Tríplice Viral, que protege contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola. Para esta vacina, serão seguidas algumas determinações específicas do Ministério da Saúde: 

  • Estão sendo vacinadas: crianças que não foram imunizadas; ou que já receberam a vacina há mais de 30 dias; ou completaram esquema vacinal (tríplice + tetra) há mais de 30 dias;
  • Não são vacinadas crianças que receberam a vacina Tríplice Viral ou Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) há menos de 30 dias.

Não há contraindicações absolutas para a VOP (gotinha), evitando a vacinação em crianças com infecções agudas e com febre acima de 38ºC; com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina (estreptomicina ou eritromicina); ou que apresentaram qualquer reação anormal à vacina no passado. 

No caso da Tríplice Viral, administração desta vacina deve ser adiada nas seguintes situações: doenças agudas febris moderadas ou graves; após uso de imunoglobulina, sangue e derivados; crianças em uso de drogas imunossupressoras ou de biológicos; em uso de corticosteroides em doses imunossupressoras; em uso de quimioterapia antineoplásica só devem ser vacinadas 3 meses após a suspensão do tratamento; e, transplantados de medula óssea recomenda-se vacinar com intervalo de 12 a 24 meses após o transplante para a primeira dose. A vacina é contraindicada Anafilaxia (alergia grave) a dose anterior da vacina; ou em crianças menores 5 anos de idade de com imunodepressão grave. 

Em relação à poliomielite, esta é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principais características a flacidez muscular, com sensibilidade preservada, e a arreflexia no segmento atingido.  

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus. 

Sarampo 

O Sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após.