Exportações são recorde em MS e se aproximam de US$ 4 bilhões

Neste ano, as vendas externas tiveram crescimento de 22% e geraram US$ 3,996 bilhões.

Celulose apresentou a maior alta e vendeu 104,6% a mais do que no ano passado - - Foto: Correio do Estado

Nos oito primeiros meses de 2018, as exportações de Mato Grosso do Sul já somam US$ 3,996 bilhões, crescimento de 22,02% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas externas totalizaram US$ 3,275 bilhões. E a estimativa dos especialistas é de que as comercializações do Estado superem os US$ 5 bilhões até o fim do ano, ultrapassando o montante faturado em 2017, que ficou em US$ 4,7 bilhões. “O complexo da soja e a celulose deverão ser os grandes responsáveis por esse salto”, projeta o administrador, consultor de empresas e especialista em mercado exterior, Aldo Barrigosse. “Com mais exportações, MS como um todo ganha mais investimentos, além de estimular maior geração de empregos”, complementa.

De acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), o desempenho da celulose foi o mais expressivo:neste ano, as vendas do produto subiram 104,6%, com receita gerada de US$ 1,245 bi, ante US$ 608,3 milhões em 2017. “A celulose tem a questão da fábrica nova da Fibria, em Três Lagoas. A produção praticamente dobrou. Além disso, a demanda do mercado internacional está muito forte, com o produto supervalorizado em dólar”, explica Barrigosse. Em razão desse cenário, aponta, crescem a oferta de trabalho e a movimentação de dinheiro na região. “Com outra planta operando e as exportações subindo, a economia da região é beneficiada”, destaca.

Em seguida, no relatório de exportações, aparece a soja, com US$ 1,571 bi em vendas, aumento de 27,7% em comparação ao ano passado (US$ 1,230 bi). Segundo o especialista, a alta do dólar – atualmente cotado a R$ 4,14 – valorizou os preços do insumo. “É algo bom para o mercado exportador, porém, prejudica o setor importador. O ideal é termos um equilíbrio do câmbio. Hoje, por conta da instabilidade do governo, além da guerra comercial entre Estados Unidos, China, Rússia e outros países, a taxa cambial sofre forte pressão, o que ocasiona essa valorização da moeda norte-americana”, pontua.