Quadrilha de estelionatários fez 8 vítimas em Sidrolândia que tiveram prejuízo de R$ 130 mil

Uma das vítimas, que prefere não se identificar deu uma entrada de R$ 10 mil, R$ 4 mil à vista e R$ 6 mil em seis parcelas no cartão.

Da direita para a esquerda, Clésio, Juliano, Guilherme e Pedro na delegacia - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

Pelo menos 8 moradores de Sidrolândia tiveram um prejuízo de R$ 130 mil em contratos que somam R$ 350 mil depois de serem vítimas de uma quadrilha presa ontem em Campo Grande, que vendia cartas de créditos de consórcios fictícios com promessas de aquisição de bens a preços bem abaixo do mercado. Uma das vítimas, que prefere não se identificar deu uma entrada de R$ 10 mil, R$ 4 mil à vista e R$ 6 mil em seis parcelas no cartão. Ela diz que conhece pessoas que chegarem a pagar R$ 45 mil. 

Segundo o delegado Enilton Zalla, os golpistas são profissionais, artistas, dissimulados e com desvio de personalidade. “Eles tentam enganar até a polícia”, diz. A quadrilha também fez vítimas em Franca, Campo Grande, Ponta Grossa e Curitiba. 

Dois dos quatro suspeitos foram presos em flagrante quando faziam mais um contrato. Os outros estavam em um hotel. Eles foram autuados por estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica. 

Conforme a polícia, eles atraíam as vítimas através de publicações em redes sociais e prometiam cartas de crédito de casas e veículos, que não existiam de fato, com baixo valor de entrada e de parcelas. 

Os suspeitos Clésio de Jesus Ruas, 36 anos, Guilherme Natali da Silva, 22 anos, Juliano César Pasti Marcelo, 23 anos, e Pedro Henrique Natali da Silva, 23 anos, foram autuados por estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica. Eles foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. 

O quinto integrante da quadrilha identificado como Wilian Garcia Guedes ainda não foi localizado, mas o delegado já pediu a prisão dele. “A gente ainda não sabe onde ele está”, afirma Zalla. O caso será investigado pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Defraudações, Falsificações). 

Como agiam - Além de usar uma pessoa para fazer propagandas, a quadrilha oferecia cartas de crédito pelas redes socias. Eles pediam um terço do contrato, ou seja, valores de entrada que iam de R$ 7 mil a R$ 40 mil. Assista, abaixo, ao vídeo que o delegado fala sobre o caso.  

A Polícia Civil chegou até Wilian depois de encontrar uma reportagem do interior de São Paulo em que o suspeito aparece preso por aplicar golpes. Os comparsas dele confirmaram que Wilian faz parte do bando. 

Conforme a Polícia Civil, Clésio era o cabeça do grupo. Todos os pagamentos, depósitos e transferências eram feitos para a conta dele. A primeira vítima da quadrilha em Sidrolândia foi um homem que fazia propaganda do grupo. Após descobrir sobre o golpe, ele passou a avisar os conhecidos que tinham feito contrato com os estelionatários. 

Até que ontem, as vítimas que vieram de Sidrolândia para assinar o contrato com o grupo, acionou a Polícia Militar e relatou sobre a situação. Dois dos suspeitos foram presos em flagrante. Os outros dois foram localizados em um hotel, próximo a Coca-Cola onde estavam hospedados. Lá, a polícia encontrou vários documentos, contratos e máquinas de cartão de crédito. 

Eles admitiram a forma de agir. Mas insistem, segundo a polícia, em dizer que empresa vai pagar os contratos. Eles são profissionais. Se forem soltos, vão migrar para outra cidade. Ainda segundo o delegado, o grupo já passou por Curitiba (PR), Ponta Grossa (PR) e Brasília. Também há suspeita de vítimas em Dourados. *Com informações Campo Grande News e G1.