Decretada preventiva de quadrilha que fez 8 vítimas em Sidrolândia e deu prejuízo de R$ 100 mil

Na cidade o grupo fez 8 vítimas gerando um prejuízo de R$ 100 mil. As vítimas chegaram a pagar de R$ 7 mil a R$ 45 mil.

Grupo preso em flagrante na segunda-feira. - - Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado

O juiz plantonista Alexandre Antunes da Silva decretou a prisão preventiva de Clésio de Jesus, de 36 anos, Pedro Henrique Natali da Silva, 23, Guilherme Natali da Silva, 22, e de Juliano César Pasti Marcelo, 23, presos em flagrante na segunda-feira, em Campo Grande, envolvidos em suposto esquema de estelionato a partir da falsa venda de cartas de crédito.  

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o grupo foi encaminhado ao Presídio de Trânsito, de onde serão remanejados. Só em Sidrolândia o grupo fez 8 vítimas gerando um prejuízo de R$ 100 mil. As vítimas chegaram a pagar de R$ 7 mil a R$ 45 mil. Uma delas deu até um carro. 

No depoimento prestado ao juiz, Clésio disse que havia sido agredido durante a prisão e, por isso, foi levado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exame de corpo de delito. Um quinto suspeito, identificado como Willian Garcia Guedes de Oliveira, é dado como foragido. Como noticiado ontem pelo Correio do Estado, a organização criminosa fez pelo menos oito vítimas, quase todas em Sidrolândia, causando prejuízo aproxima de R$ 100 mil.  

Eles agiam como uma empresa falsa de financiamento, consórcio e cartas de crédito para compra de imóveis, veículos e empréstimos. Conforme a Polícia Civil, contratos de R$ 350 mil em futuras negociações e possíveis vítimas foram encontrados no hotel em que a quadrilha se hospedava. Eles já teriam feito mais de 100 vítimas na cidade de Franca (SP) e agiram também nos estados do Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal. Há suspeita de golpes sendo articulados no município de Dourados também, com base nos bilhetes de passagens apreendidos na bagagem deles. 

De acordo com o delegado Enilton Pires Zalla, plantonista que registrou a ocorrência, o grupo criava uma grande encenação. "Eram pessoas extremamente dissimuladas, verdadeiros artistas. Alguns com sinais de desvio de personalidade, que fazem qualquer coisa para enganar as vítimas. Eles tentam enganar até a polícia tentando inventar histórias malucas", comentou ontem. 

Ainda segundo o delegado, o grupo criava perfis falsos em redes sociais, se passando por instituições financeiras. "Ofereciam condições, principalmente para cartas contempladas, muito atrativas, sem burocracia, entrada pequena, dinheiro rápido na mão. As pessoas eram seduzidas. As pessoas pagavam e não recebiam o dinheiro. Em média investiam de R$ 7 a R$ 45 mil. Uma das vítimas chegou a dar uma Fiat Strada no negócio", detalhou Zalla. 

O esquema era tão organizado que o grupo chegou a alugar uma sala em um prédio comercial de luxo na Avenida Afonso Pena em Campo Grande. "Uma vítima estava em um café fechando negócio com o grupo e ligou para um amigo, em Sidrolândia, que também já sabia da negociação. Desconfiado ser um golpe, o colega alertou o amigo e acionou a polícia". 

Com a suspeita de que os estelionatários tenham agido em outras cidades do Estado, a polícia alerta que todas as vítimas do grupo devem procurar a Delegacia Especializada de Repressão Crimes de Defraudações, Falsificações (Dedfaz), que ficará responsável pela investigação. "Mais vítimas do esquema, que reconhecerem os suspeitos ou a empresa inventada, podem procurar a Dedfaz para acrescentar uma denúncia no caso", concluiu Zalla. *Com informações Correio do Estado e Campo Grande News.

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