Cientistas desenvolvem tecnologia capaz de extinguir a malária

A modificação genética provocou a morte de todas as fêmeas de uma espécie confinada em laboratório.

- Foto: Reuters

Cientistas da Imperial College London conseguiram eliminar uma população inteira de mosquitos portadores de malária em laboratório. Segundo o site G1, a ação foi divulgada nesta segunda-feira (24), realizada através de uma ferramenta de edição genética para programar a extinção de insetos.

A tecnologia funciona através da mudança de uma característica genética que é passada para os descendentes. Nesse caso foi modificado o gene doublesex, determinante do sexo de vários insetos na espécie Anopheles gambiae. O objetivo era impedir que fêmeas em cada geração não pudesse mais picar ou se reproduzir.

O resultado foi visto depois de oito gerações, quando não havia mais fêmeas e a população de mosquitos se extinguiu pela falta de descendentes. O próximo passo dos cientistas é realizar o experimento em um ambiente isolado que represente o clima tropical.

A malária adoeceu cerca de 200 milhões de pessoas e matou quase 450 mil pessoas em 2016.